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31 de janeiro de 2020, 09h15

Epidemia do coronavírus alcança seu ponto máximo em fevereiro e é mais contagiosa que surto de 2003

Doença já levou a pelo menos 213 mortes na China e o número de contagiados superou os 10 mil

Foto: Reprodução

A epidemia de coronavírus originado em Wuhan, na China, em dezembro passado, já levou a pelo menos 213 mortes no país asiático e o número de contagiados superou os 10 mil. Por isso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou nesta quinta-feira que este vírus representa uma “emergência de saúde pública de preocupação internacional”.

A nova mutação do vírus seria similar ao do surte da gripe SARS, de 2003. As pesquisas científicas mostram que a semelhança entre o vírus atual e o surgido na década passada é de 98%. Alguns genes são completamente idênticos e a estrutura do genoma também é muito parecida.

Contudo, os cientistas também acreditam que a versão de 2019 é muito mais contagiosa. Segundo as estimativas, esta nova epidemia do coronavírus poderia alcançar seu ponto máximo neste mês de fevereiro, segundo Zhong, Nanshan, chefe de uma equipe de especialistas chineses criada para o controle e a prevenção da doença, em entrevista para a agência Xinhua.

“É muito difícil dar uma estimativa de forma definitiva, mas creio que isso poderia acontecer dentro de uma ou duas semanas, e depois já não haveria mais aumentos (no número de contagiados) em grande escala”, disse Zhong.

O número de casos confirmados do coronavírus já superou o de infectados pelo SARS em 2003 (9692 casos atuais, contra 8098 naquele então). Porém, até agora, o vírus da década passada teve uma taxa de mortalidade bem maior que o de agora, já que foram 774 mortes no total entre 2002 e 2003 (9,6% dos casos), contra aproximadamente 213 mortes confirmadas no surto atual (2,7 % dos casos).

E entre tantas novas informações, também há boas notícias: a comunidade científica começa a entender o seu funcionamento, como ele se propaga, os sintomas e o período de incubação. Com isso, já se começa a trabalhar numa cura. Os cientistas chineses já detectaram que alguns produtos podem ser utilizados para combatê-lo, e já desenvolveram um antibiótico e um antiviral, que está sendo testado e já produziu mais de cem casos de pacientes com alta médica.

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