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02 de fevereiro de 2012, 09h48

Especialistas em HIV e HPV dividem Nobel de Medicina

Os franceses Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier foram agraciados com o prêmio em reconhecimento por haverem identificado o vírus responsável pela Aids.

Harald zur Hausen, da Alemanha, recebeu o prêmio por ter descoberto a associação entre o HPV e o câncer cervical.

O anúncio dos vencedores pela fundação sueca contraria expectativas de que o neurocientista Miguel Nicolelis pudesse se tornar o primeiro brasileiro a receber um prêmio Nobel. Nicoletis criou um sistema que permite controlar robôs com o pensamento.

HIV e HPV
Mais de 25 milhões de pessoas morreram de Aids desde que a doença foi identificada, em 1981, e mais de 33 milhões vivem com vírus causador da doença, o HIV.

Ele é transmitido por contato sexual e muitas pessoas não apresentam qualquer sintoma durante anos após a infecção.

Após relatórios médicos mencionando uma nova síndrome de imunodeficiência, em 1981, os pesquisadores Barre-Sinoussi, do Institut Pasteur, e Montagnier, hoje diretor da World Foundation for AIDS Research and Prevention, foram os primeiros a identificar o vírus HIV.

Ao anunciar o prêmio, a Fundação Nobel disse que a descoberta dos cientistas franceses foi vital em permitir que cientistas começassem a entender a biologia do vírus, que representa uma ameça a saúde pública em todo o mundo.

A descoberta da dupla levou ao desenvolvimento de métodos para diagnosticar pacientes infectados e para testar sangue usado em transfusões, limitando o alastramento da epidemia.

Não há cura para a Aids, mas sua descoberta levou a tratamentos efetivos que aumentaram de forma significativa a expectativa de vida dos portadores.

"Nunca antes a ciência e a medicina foram tão rápidas em descobrir, identificar a origem e oferecer tratamento para uma nova doença", disse a Fundação Nobel.

"A terapia antiretroviral resulta em expectativas de vida para pessoas infectadas pelo HIV chegando hoje a níveis similares aos de pessoas sem a infecção".

Montagnier e um pesquisador americano, Richard Gallo, são ambos reconhecidos como os descobridores de que o HIV causa a Aids.

Durante vários anos, os dois rivais fizeram declarações sobre qual dos dois teria primeiro identificado o vírus, levando a batalhas legais e diplomáticas entre a França e os Estados Unidos. O nome de Gallo não foi mencionado pelo júri da Fundação Nobel.

O cientista Zur Hausen, da University of Duesseldorf, foi elogiado pelo comitê do Nobel por "contrariar o dogma atual" para descobrir que a infecção pelo vírus HPV causa o câncer cervical.

O HPV pode ser detectado em 99,7% de todas as mulheres com o câncer cervical. Calcula-se que infecções pelo víris sejam responsáveis por mais de 5% de todos os casos de câncer no mundo.

O trabalho de Zur Hausen ajudou outros especialistas a desenvolver vacinas contra o HPV, oferecidas hoje rotineiramente a milhões de adolescentes em vários países do mundo.

Zur Hausen, de 72 anos, recebeu metade do prêmio, cujo valor total é de aproximadamente US$ 1,4 milhões.

Barré-Sinoussi, com 61 anos, e Montagnier, com 76, vão dividir a outra metade.

(Com informações de agências)


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