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19 de novembro de 2015, 19h39

Estudantes dizem não à proposta apresentada por Alckmin para encerrar ocupações

Os alunos que ocupam mais de 60 escolas por todo o estado rejeitaram a proposta da secretaria da Educação que previa suspender temporariamente a reorganização para que houvesse uma negociação com a condição de que os estudantes deixassem as escolas ocupadas

Os alunos que ocupam mais de 60 escolas por todo o estado rejeitaram a proposta da secretaria da Educação que previa suspender temporariamente a reorganização por dez dias para que houvesse uma negociação com a condição de que os estudantes deixassem as escolas ocupadas

Por Redação

Uma audiência de conciliação entre governo do Estado São Paulo e alunos, pais e professores da rede estadual paulista de educação terminou, na tarde desta quinta-feira (19), sem acordo. Diante da pressão e com mais de 60 escolas ocupadas por alunos que são contra a reorganização do sistema, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) foi obrigado a recuar e propôs uma abertura de negociação com a comunidade escolar, com a condição de que os estudantes deixassem as escolas ocupadas. Os alunos, no entanto, recusaram.

“É um prazo exíguo demais. O governo não quis negociar, o secretário afirmou que vai apresentar outra contraproposta, mas não disse quando vai fazer isso”, informou à Caros Amigos a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, que esteve presente na audiência.

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De acordo com os estudantes, eles permanecerão ocupando as unidades de ensino até que suas exigências sejam atendidas pelo governo. Entre elas estão o não fechamento de nenhuma escola, a convocação de toda a comunidade escolar para discussão do plano ao longo do ano que vem e a não execução do plano em 2016.

Confira aqui a lista de escolas que permanecem ocupadas.

Foto: Jornalistas Livres


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