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12 de março de 2018, 19h51

“Não temos dono”: Estudantes da FGV pedem expulsão de aluno que chamou colega de “escravo”

A manifestação, realizada nesta segunda-feira (12), foi uma forma de pressionar a instituição a tomar uma atitude mais incisiva, já que se limitou apenas a suspender o estudante que chamou um colega negro de "escravo"

Foto: Reprodução/Facebook

Dezenas de estudantes da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo lotaram a quadra da instituição na tarde desta segunda-feira (12) em um protesto que exigia a expulsão de um aluno que proferiu ofensas racistas a um colega negro.

Identificado como Gustavo Metropolo, o estudante, aluno o 4º semestre de Administração de Empresas, tirou uma foto de outro estudante da mesma instituição e compartilhou em um grupo de Whatsapp com a frase: “Achei esse escravo no fumódromo! Quem for o dono avisa!”. A vítima registrou boletim de ocorrência por injúria racial e o caso explodiu nas redes sociais na semana passada.

Na sexta-feira (9), a FGV informou por meio de nota que aplicou “severa punição ao ofensor” por conta da  “possível conotação racista da ofensa”. O posicionamento da instituição revoltou estudantes e o Coletivo Negro 20 de Novembro FGV, que convocou a manifestação de hoje para exigir uma postura mais incisiva.

“Dado a ocorrência da última semana, unido com as opressões diárias que nós universitários negros sofremos diariamente assumimos como importante e indispensável um ATO dentro da FGV para dizer que somos muitos e que não aceitaremos outra resposta por parte da FGV que não a expulsão do aluno agressor”, escreveu o coletivo na convocação do ato de hoje.

Ao final da manifestação, que contou com mesas de reflexão e debate sobre o racismo, os alunos elaboraram uma carta a ser entregue à diretoria da FGV solicitando a expulsão do estudante em questão. A instituição ainda não se manifestou sobre a carta ou o protesto.


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