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29 de junho de 2020, 15h23

Europa proíbe entrada de brasileiros por descontrole da pandemia de coronavírus

Conforme adiantado pela Fórum, 27 países do bloco reabrem fronteiras externas nesta quarta (1º) com Brasil na lista de barrados

Parlamento Europeu (Foto: Reprodução)

de Bruxelas (Bélgica)

Os 27 países da União Europeia concordaram em abrir as suas fronteiras externas na próxima quarta-feira (1º) e, como adiantado pela Fórum, brasileiros serão proibidos de entrar porque a situação da pandemia de coronavírus no país é considerada fora de controle pelas autoridades do bloco.

A lista provisória foi confirmada e viajantes de 14 países, considerados com a pandemia mais controlada, foram liberados: Argélia, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Geórgia, Japão, Marrocos, Montenegro, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Tailândia, Tunísia e Uruguai.

Além do Brasil, Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Turquia foram considerados críticos em relação ao risco de contágio e integram o grupo de países para os quais as fronteiras europeias, encerradas no início de março pela primeira vez na história do bloco, continuam fechadas.

A entrada de viajantes da China, que controlou a pandemia, dependerá do princípio da reciprocidade. A permissão será dada por países europeus cujos residentes também tenham entrada autorizada no território chinês.

A relação de países será revisada a cada duas semanas. Os parâmetros considerados incluem a curva do contágio, o número de novos casos, a confiabilidade dos números, a capacidade de testes e as regras de prevenção estabelecidas em cada país.

A proibição de entrada é para viagens “não essenciais”, como turismo. As restrições não se aplicam a estudantes, trabalhadores sazonais, passageiros em trânsito, refugiados e familiares de residentes, entre outras exceções, desde que acompanhadas da documentação necessária.

A gestão de fronteiras é uma competência de cada nação, e não da União Europeia, mas as normas foram acordadas entre os representantes de todos os estados-membros. Um comunicado da Conselho Europeu será publicado nesta terça-feira (30).

Os países do bloco ainda podem recusar a entrada de residentes de algum país que integre a lista de locais considerados de menor risco, caso queiram adotar um critério mais rigoroso. No entanto, há o compromisso de respeitar integralmente a lista de barrados.

O Reino Unido não é mais membro da União Europeia, mas seguirá as regras por ainda estar no período de transição do Brexit, o processo da sua saída do bloco.

Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein, que não fazem parte da União Europeia, mas integram o acordo de livre circulação no continente (Espaço Schengen) tendem a adotar os mesmos critérios, com alguma autonomia.

Segundo o acordo, residentes dos micro estados localizados no continente, Andorra, Mônaco, San Marino e Vaticano, também terão entrada liberada.

Fazem parte da União Europeia Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia e Suécia.

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