Ex-ditador é condenado a 25 anos de prisão na Argentina

Após três décadas impune, o último ditador argentino foi condenado pelo Tribunal Oral Federal de San Martín. Esteve diretamente envolvido em homicídios e no rapto de 500 bebês, cujas mães foram obrigadas a dar à luz em centros de detenção clandestinos.

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Após três décadas impune, o último ditador argentino foi condenado pelo Tribunal Oral Federal de San Martín. Esteve diretamente envolvido em homicídios e no rapto de 500 bebês, cujas mães foram obrigadas a dar à luz em centros de detenção clandestinos.

Por Redação

O general Reynaldo Bignone, de 82 anos, foi o último presidente da ditadura militar argentina e foi condenado a 25 anos de prisão por violação dos direitos humanos.

Entre 1976 e 1983 o general Bignone ocupou vários cargos no governo argentino, tendo ocupado a presidência entre 1982 e 1983. Enquanto vice-chefe da base militar Campo de Mayo, considerado o maior centro de tortura da argentina no final dos anos 70, ordenou sequestros e torturas. Mais tarde, já como presidente, esteve diretamente envolvido em 56 homicídios e no rapto de 500 bebês, cujas mães foram obrigadas a dar à luz em centros de detenção clandestinos.

Após três décadas impune, o último ditador argentino foi condenado pelo Tribunal Oral Federal de San Martín a 25 anos de prisão. Com 82 anos, Bignone passou a última terça-feira numa prisão comum. Para Estela de Carlotto, presidente do grupo de direitos humanos Avós da Praça de Maio: “A justiça chegou devagar, mas chegou finalmente”. “Estamos felizes pela condenação e a decisão de os deter numa prisão comum, pelos 30 mil desaparecidos, pelas mães, as avós, os filhos, pelo povo argentino”.

Bignone também ficou famoso por ter ordenado a incineração dos arquivos das Forças Armadas, fato que até hoje prejudica a elucidação de muitos factos da história argentina. Junto com ele foram condenados Santiago Riveros, Fernando Verplaetsen, Eugenio Guañabens Perelló, Jorge García e Carlos Alberto Tepedino, todos militares com altas patentes durante a ditadura argentina.

Com informações da Esquerda.net.

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