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30 de agosto de 2019, 14h31

Ex-ministro da Saúde alerta para desabastecimento de vacina: “problema agravou no governo Bolsonaro”

Destinada a bebês a partir de 2 meses de idade, a vacina Pentavalente, que previne contra cinco tipos de doenças, está em falta em vários postos de saúde do Brasil. Secretarias de Saúde culpam o Ministério pela falha na distribuição a municípios

Foto: Agência Brasil

Destinada a bebês a partir de 2 meses de idade, a vacina Pentavalente, que previne contra cinco tipos de doenças, está em falta em vários postos de saúde do Brasil. Secretarias de Saúde de várias cidades alegam o mesmo problema: a falta de distribuição da doses pelo Ministério da Saúde.

O ex-ministro da pasta e deputado federal, Alexandre Padilha (PT-SP), aponta que desde o começo do ano estados do Brasil, como São Paulo e Minas Gerais, não estão recebendo vacinas, que são disponibilizadas, tanto a produção quanto a distribuição, pelo Ministério da Saúde.

“O problema foi agravado no governo Bolsonaro por não garantir a produção, distribuição e o acompanhamento do programa nacional de imunização”, critica o congressista.

Padilha relembra que a vacina pentavalente é muito importante porque combina cinco tipo de vacinas em apenas uma.

“Na nossa gestão no Ministério da Saúde houve o aumento da adesão das crianças à cobertura vacinal sobre doenças muito importantes entre elas doenças que podem correr risco de reemergência em nosso país.”

Procurado pela Fórum o Ministério, por sua vez, confirmou a falta do medicamento e explicou, em nota, que um lote com 3,5 milhões de doses da vacina foi barrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O fármaco é produzido por dois laboratórios indianos e o produto de um deles teve a entrada barrada no Brasil pela primeira vez em julho. Na ocasião, foram encaminhadas 37 mil doses a Minas, menos da metade do que é normalmente recebido, que são 80 mil doses.

Em agosto, no entanto, o estoque de reserva não foi suficiente para atender nenhum Estado. A pasta, por fim, declarou que um novo lote já chegou ao Brasil e está em fase de liberação da importação, devendo começar a ser distribuído no fim de setembro.

Na nota informativa sobre a falta do imunobiológico divulgada aos municípios, o Ministério da Saúde solicitou que os profissionais municipais de saúde responsáveis pela vacinação orientem aos pais que façam o agendamento da imunização entre os meses de agosto e setembro.


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