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26 de março de 2015, 11h00

Ex-tesoureiro de Serra e FHC cai no Swissleaks

Mesmo com R$ 2,4 milhões depositados na Suíça, Márcio Fortes nunca mencionou a existência de suas três contas do HSBC nas declarações de bens enviadas ao TRE-RJ; em 2000, ele foi a pessoa física que mais doou ao PSDB – o equivalente a 21% do total arrecadado.

Mesmo com R$ 2,4 milhões depositados na Suíça, Márcio Fortes nunca mencionou a existência de suas três contas do HSBC nas declarações de bens enviadas ao TRE-RJ; em 2000, ele foi a pessoa física que mais doou ao PSDB – o equivalente a 21% do total arrecadado

Por Redação

O empresário Márcio Fortes – primeiro vice-presidente do PSDB-RJ e ex-tesoureiro dos políticos tucanos Fernando Henrique Cardoso e José Serra – aparece como um dos mais de 8 mil correntistas brasileiros no HSBC da Suíça. Segundo reportagem do jornal O Globo, ele nunca mencionou a existência de suas três contas no banco suíço nas declarações de bens enviadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Em 2006/2007, a quantia de dinheiro depositada era de US$ 2,4 milhões.

Fortes é empresário da construção civil e um conhecido doador de campanhas. Em 2000, foi a pessoa física que mais doou ao PSDB – o equivalente a 21% do total arrecadado. Ele já presidiu o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e atuou ainda como deputado federal e secretário municipal de Obras do Rio.

Outros políticos de cinco partidos também foram citados no Swissleaks, como o ex-prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira (PDT-RJ), seu secretário de Obras à época, José Roberto Mocarzel, e o vereador Marcelo Arar (PT-RJ). Lirio Parisotto, suplente de senador pelo PMDB-AM, e Daniel Tourinho, presidente nacional do PTC, além de duas irmãs do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), também foram citados no caso. Todos negam ter cometido qualquer ilegalidade.

Foto de capa: Reprodução/YouTube


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