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13 de julho de 2015, 14h51

Farc e governo colombiano chegam a acordo para reduzir conflitos

Equipes do Executivo e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia decidiram concordar com os termos do cessar-fogo bilateral, dando fim a mais de meio século de conflito no país.

Equipes do Executivo e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia decidiram concordar com os termos do cessar-fogo bilateral, dando fim a mais de meio século de conflito no país

Por Prensa Latina

A procuradora colombiana Piedad Córdoba celebrou, neste domingo, o acordo alcançado entre o governo e os rebeldes das Farc para reduzir a intensidade do conflito interno, que dura mais de meio século.

“Esse pacto de diminuição da magnitude da guerra vai salvar vidas, prevenir o sofrimento, é uma boa notícia para o país”, escreveu a defensora dos direitos humanos em sua conta no Twitter.

Equipes do Executivo e das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) decidiram concordar com os termos do cessar-fogo bilateral e definitivo, incluindo os instrumentos de monitoria e verificação.

Além disso, eles concordaram sobre a necessidade de avançar na discussão dos demais itens da agenda de negociações, que ocorrem em Cuba desde 2012, com o objetivo de realizar progressos nas negociações até a assinatura do acordo de paz.

As duas delegações vão discutir agora também outras questões controversas, tais como a questão da justiça de transição, que prevê penalidades para os responsáveis pela definição de um confronto militar, e a entrega das armas.

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“Grande notícia: Governo e as Farc chegam a um acordo para acalmar o conflito”, disse o deputado Ivan Cepeda em um de seus tweets mais recentes.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que os anúncios feitos pelos negociadores em Havana são um avanço importante no processo de paz definitivo.

As Farc já haviam definido anteriormente que a partir de 20 de julho iriam colocar em prática uma trégua unilateral.

O conflito intensificou-se desde meados de maio, após a retomada de ataques militares contra os insurgentes, como resultado as Farc decidiram abandonar o cessar-fogo estabelecido anteriormente.


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