Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
20 de junho de 2016, 13h22

Fascistas incrementam a carga de ódio e mais uma vez ameaçam estudantes da UnB

Após terem suas atitudes racistas e sexistas divulgadas pelos mais variados meios de comunicação, o grupo voltou à carga de preconceito, prometendo novas ações do tipo. UnB, Governo de Brasília e Polícia Civil informaram que vão investigar o incidente.

Após terem suas atitudes racistas e sexistas divulgadas pelos mais variados meios de comunicação, o grupo voltou à carga de preconceito, prometendo novas ações do tipo. UnB, Governo de Brasília e Polícia Civil informaram que vão investigar o incidente.

Por Mídia NINJA

Os ataques protagonizados por militantes fascistas na Universidade de Brasília (UnB) na noite da última sexta-feira (17) continuam em voga. Após terem suas atitudes racistas e sexistas divulgadas pelos mais variados meios de comunicação, o grupo voltou à carga de preconceito, publicando informações desencontradas em páginas que promovem a cultura do ódio nas redes sociais.

Assinado por “Felipe Porto”, o texto é um rebotalho de incoerências e puro discurso de ódio, além de extremamente fantasioso. Dizendo-se preocupados com “a dominação da Universidade de Brasília por extremistas de esquerda”, a panaceia publicada na noite deste sábado (18) reforça os preconceitos e estereótipos patrocinados pelos fascistas. Entretanto, fica latente a covardia do grupo, preocupado em justificar seus arroubos de ódio, visto que as autoridades brasilienses estão empenhadas em investigar e punir os responsáveis pela baderna na UnB.

O show de estupidez protagonizado pelos fascistas já é alvo de uma representação no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Kelly Bolsonaro, militante da ultra direita conhecida pelo radicalismo, foi denunciada por um estudante que não aceita o obscurantismo e a opressão defendidos pelos fascistas. A reitoria da universidade se manifestou veementemente contra a atitude dos agressores, ressaltando a atmosfera plural que marca o ambiente universitário. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também entrou no caso para investigar as agressões promovidas.

Mesmo diante da péssima repercussão do atentado, os fascistas não parecem dispostos a retroceder em sua estratégia de ódio e agressão. “Outro [fascista] deu seu testemunho com lágrimas nos olhos, dizendo que seu filho era um garoto esperto, esforçado e estudioso, mas em dois anos de UnB virou viado, comunista, vagabundo e maconheiro”. Esse é apenas um dos fragmentos do texto publicado pelos agressores, reiterando práticas criminosas e reforçando a carga de preconceito.

E, ao que parece, novos ataques estão sendo programados pelos agressores. “Esse foi só o primeiro #‎RolezãoNaUNB”, afirmam, para depois completarem: “nova data já está marcada, vamos retornar e dessa vez vai ser gigante”, deixando explícito que novas manifestações de ódio e preconceito estão no escopo de atuação do grupo.

Falácias

Ainda que tentem justificar suas ações, o fato é que vídeos e fotos feitos por quem presenciou o atentado desmontam quaisquer tentativas dos fascistas de etiquetarem suas atitudes enquanto manifestação democrática do pensamento. Não apenas os xingamentos racistas e homofóbicos, mas também a presença de pessoas com porretes, pode ser visto nos registros, jogando por terra os argumentos falaciosos presentes no texto publicado pelo grupo.

E não para por aí: muitos dos comentários feitos em relação ao texto mantêm íntima relação com a cultura do ódio, alguns pregando explicitamente o assassinato de pessoas. Dicas de como promover baderna também podem ser vistos, além do reforço ao preconceito disseminado pelos fascistas.

A comunidade universitária está se articulando contra novos ataques. Nesta segunda (20) tem o Ato Contra o Discurso de Ódio, o Fascismo e a Violência na UnB, organizado por diversos centros acadêmicos. A intenção é mostrar que o ambiente universitário não tolera o preconceito e o obscurantismo patrocinado por extremistas.

 


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum