Entrevista exclusiva com Lula
28 de novembro de 2013, 13h05

Fifa é uma das concorrentes ao prêmio de “pior corporação do mundo”

Violação dos direitos humanos, ao direito à moradia, direito de protestar e de trabalhar são apontadas como críticas à entidade

Site da premiação avalia que a entidade, por meio da Copa, “contribui para a violação dos direitos humanos, assim como ao direito à moradia, direito de protestar e de trabalhar”

Por Igor Carvalho

(Imagem: World Cup 2014)

O prêmio Public Eye Awards elege, desde 2000, a “pior corporação do mundo”, e o parâmetro para que se alcance tal “honraria” é a “prática de negócios irresponsáveis”. Em 2014, a Fifa, entidade que rege o futebol, é a principal concorrente da eleição.

A indicação da Fifa foi feita pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), formada pelos 12 comitês das cidades sede da Copa do Mundo de 2014.

Na página que apresenta os candidatos, a Public Eye deu explicações sociais e políticas para a indicação da entidade do futebol. “A Copa do Mundo da Fifa contribui para a violação dos direitos humanos, assim como ao direito à moradia, direito de protestar e de trabalhar”. A votação vai até janeiro de 2013.

Surpresa

A Fifa, em resposta ao portal Terra, se disse surpresa com a indicação e se isentou de culpa nos motivos apresentados pelo Public Eyes. “Em todo o tempo [a Fifa] sublinhou com as cidades sede e outras autoridades a importância de que as instalações e estádios construídos ou reformados fossem de acordo com o interesse local.”

Itaquerão

O Comitê Popular da Copa de São Paulo, em nota, lamentou o falecimento dos dois funcionários no acidente nas obras do Itaquerão, estádio que receberá a abertura da Copa do Mundo 2014. No documento, o movimento afirma que “mais uma vez a segurança dos trabalhadores parece ter sido sacrificada em nome da pressa em atender os prazos da Fifa”.

O Comitê Popular citou motivos semelhantes aos que fizeram a Fifa ser indicada a “pior corporação do mundo”. “Centenas de milhares de pessoas nas 12 cidades anfitriãs foram forçadas a deixar suas moradias, perdendo seus lares e subsistência. Além disso, a Fifa não tem nenhuma intenção de permitir que pequenas empresas e negócios familiares se beneficiem das oportunidades emergentes durante o torneio.”


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