Fifa propõe licença-maternidade de 14 semanas para jogadoras de futebol

Pelo projeto, benefício será obrigatório e atleta receberá ao menos dois terços de seu salário enquanto estiver afastada após ter filho

A Fifa vai propor, como nova regra para o futebol feminino, que as jogadoras tenham uma licença-maternidade obrigatória de 14 semanas, ganhando ao menos dois terços de seus salários. A proposta será levada ao Conselho da Fifa para aprovação final em dezembro de 2020.

A medida faz parte de um conjunto de reformas que a entidade elaborou para, segundo definiu, fortalecer a proteção das jogadoras e das treinadoras de futebol.

O pacote inclui, além da licença-maternidade, uma obrigatoriedade aos clubes de reintegrar as atletas no retorno ao trabalho. Esse trabalho deve incluir suporte médico e físico adequado.

As propostas ainda incluem um dispositivo que prevê que nenhuma jogadora deve sofrer desvantagens em consequência da gravidez.

A ideia, segundo nota da federação, é estabelecer “novos padrões mínimos globais para as mulheres, particularmente em relação à maternidade, garantindo assim maior proteção no emprego para as mulheres no futebol”.

Se aprovadas pelo conselho da entidade, as propostas passam ser regras que deverão ser seguidas pelos clubes profissionais ao redor do mundo.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.