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18 de junho de 2020, 19h54

Filha de Olavo de Carvalho denunciou paradeiro de Queiroz

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro preso nesta quinta (18) é peça-chave em investigação de esquema de corrupção que envolve o filho do presidente

Foto: Reprodução

A filha do astrólogo Olavo de Carvalho, ‘guru’ do governo Jair Bolsonaro, foi uma das denunciantes do paradeiro de Fabrício Queiroz.

Preso nesta quinta-feira (18), Queiroz é ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e peça-chave em investigação de esquema de corrupção envolvendo o gabinete do filho do presidente, quando ele era parlamentar no Rio.

Nesta quinta, enquanto comemorava a prisão de Queiroz, Heloísa de Carvalho contou que fez o relato ao Ministério Público e publicou em redes sociais. Heloísa e Olavo têm uma relação conflituosa.

Foragido da Justiça, Queiroz estava escondido em uma casa no interior de São Paulo de propriedade de Fred Wassef, advogado de Flávio e que sempre se apresentou também como defensor do presidente.

Em 20 de maio, ela e o amigo Bruno Maia, candidato a deputado federal pelo PSOL nas últimas eleições, publicaram no Instagram uma foto da fachada da casa de Frederick Wassef no interior de São Paulo. Na legenda, informavam que Queiroz estava escondido no local.

Heloísa afirmou que tinha informações de que Queiroz estava na casa desde o começo do ano passado. “Desde abril, maio de 2019 que eu sabia que ele estava aqui. Eu recebi a informação através de um jornalista e descobri que ele vivia neste bairro e nesta casa em Atibaia. Desde o ano passado que eu falava que ele estava aqui”, disse. 

Bruno Maia declarou que denunciou o paradeiro de Queiroz ao Ministério Público de São Paulo e do Rio de Janeiro. “Quando eu soube avisei através das páginas na internet do Ministério Público de São e o do Rio de Janeiro onde correm as investigações”, completou.

Após a prisão, Heloísa e Bruno fizeram um brinde com suco de laranja na porta oda casa de Wassef, uma referência ao esquema da “rachadinha”, investigado pelo Ministério Público. Segundo as investigações, salários de funcionários do gabinete de Flávio eram desviados em uma rede de ‘laranjas’ operada por Queiroz.

 


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