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08 de fevereiro de 2012, 19h14

FMI libera 163,9 milhões de dólares para o governo golpista de Honduras

O Fundo Monetário Internacional (FMI) outorgou 163,9 milhões de dólares ao governo hondurenho de Roberto Micheletti, supostamente para fortalecer as reservas e injetar liquidez à economia desse país que permanece afundado em uma forte crise política.

O recurso faz parte de uma estratégia do G-20 (grupo de países industrializados e emergentes) para financiar e o mandatário ilegítimo disse que o FMI tem tido "respeito" pelo seu governo, após a decisão do FMI de liberar uma soma milionária de dólares ao Executivo de fato.

A presidente do Banco Central de Honduras (BCH), Sandra de Midence, disse que o FMI "está respeitando que somos um país membro". Criticou outras organizações financeiras que retiraram o apoio econômico, como consequência do golpe de Estado que deu o governo de fato contra o presidente constitucional Manuel Zelaya, no último dia 28 de junho.

O BCH disse, nesta terça, que 150,1 milhões de dólares do Fundo foram entregues no último dia 28 de agosto e que o resto da cifra (de 163,9 milhões de dólares) serão entregues pelo organismo na próxima semana.

Assim mesmo, que o governo de fato não tem acordos com o FMI, e que simplesmente estão "respeitando" sua condição de membros do G-20. "Não tínhamos acordos com o Fundo, mas ele está respeitando que somos país membro e isso temos como evidente já que ele tem nos creditado esses recursos", o qual "deu equilíbrio a todos os países" beneficiários desse programa do G-20, indicou de Midence.

A funcionária agregou que não se pode chamar essa outorga de "desbloqueio", já que assegura que o presidente Constitucional, Manuel Zelaya, nunca estabeleceu acordos com o FMI.

Reiterou que o FMI é um organismo "responsável e sério" por lhes permitir fazer parte da repartição de reservas para a "estabilidade econômica" da nação.

O BCIE, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial tomaram medidas de suspensão econômica a Honduras após a deposição de Manuel Zelaya, uma decisão que o governo de fato considerou "ilegítima".

A presidente do BCH informou que o novo governo de Honduras assumirá a presidência em 27 de janeiro do próximo ano, pelo qual se crê que muito pouco se podem retomar as entregas econômicas do BID e BM e, assim, negociar acordos formais com o FMI.

Por volta de agosto, a presidente do BCH e a ministra de Finanças de fato de Honduras, Gabriela Núnez, assistiram a uma reunião do G-20, onde analisaram a designação de recursos econômicos pelo FMI.

Honduras foi o único país da América Latina que assistiu a essa reunião.

A notícia é da TeleSur. Publicado originalmente na Adital.


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