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17 de dezembro de 2019, 07h17

Folha percorre de carro 4 estados americanos e prevê nova vitória de Trump

Republicano tende a se consolidar no Cinturão da Ferrugem, região historicamente simpática aos democratas

Foto: Casa Branca/Shealah Craighead

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve consolidar sua preferência para 2020 nos estados que compõem o chamado Cinturão da Ferrugem, região de passado industrial e com um eleitorado historicamente alinhado ao Partido Democrata – até a eleição do republicano em 2016.

O relato e a previsão de que a região deve repetir a adesão ao republicano são dos jornalistas Marina Dias e Lalo de Almeida, da Folha de S.Paulo, que percorreram quatro estados – Pensilvânia, Ohio, Michigan e Wisconsin – durante 11 dias.

A região foi fundamental para que Trump chegasse à Casa Branca. Tendo votado em peso em Barack Obama no passado, em 2016 comprou a candidatura republicana como possível solução para a desindustrialização do país, fenômeno que atingiu em cheio os estados do Meio-Oeste dos EUA e que deu origem à mudança informal de nomes: de Cinturão do Aço à Ferrugem.

Trump garantiu a diminuição do desemprego nos EUA e crescimento do PIB, o suficiente para que a maioria do eleitorado da região  tolerem, de outro lado, a ampliação da desigualdade. Em sua visão, com mais quatro anos, os efeitos econômicos positivos poderão se ampliar e intensificar.

 

Do outro lado da disputa, afirma a publicação, os eleitores democratas se dividem entre aqueles que não se sentem motivados a votar e os que tendem a se abster caso o candidato do partido escolhido nas primárias não seja o de sua predileção, repetindo o que ocorreu quando da escolha de Hillary Clinton.

Nesse sentido, os nomes de Bernie Sanders e Elizabeth Warren – candidaturas mais à esquerda do partido Democrata – animam mais o eleitorado democrata do Meio-Oeste do que a figura que vem liderando a disputa interna: Joe Biden, ex-vice presidente na gestão Obama.

Impeachment

Trump terá de manter o apoio na região – baseado em “rancor” e na motivação “das pessoas esquecidas de cidades esquecidas”, segundo a reportagem da Folha – em meio a um processo de impeachment que deve ser votado em breve no Congresso dos EUA. Na Câmara, onde o pedido é analisado inicialmente, há maioria democrata. No Senado, órgão responsável pelo julgamento, o partido republicano detém maioria.


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