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24 de dezembro de 2016, 14h34

Franceses celebram a entrega do pré-sal

O presidente da Total, Patrick Pouyanné, diz que a operação permite à companhia francesa “integrar a promissora cadeia de exploração de gás no Brasil”.

Por Rádio França Internacional

A imprensa francesa analisa nesta sexta-feira (23) a aquisição de dois campos de petróleo do pré-sal pela francesa Total. O jornal Les Echos informa que o grupo petrolífero francês vai desembolsar US$ 2,2 bilhões para comprar ativos no Brasil “em uma área cobiçada do pré-sal” no litoral de São Paulo.

O negócio decorre da aliança estratégica firmada entre a Total e a Petrobras há cerca de dois meses. Em comunicado transcrito pelo Les Echos, o presidente da Total, Patrick Pouyanné, diz que a operação permite à companhia francesa “integrar a promissora cadeia de exploração de gás no Brasil”.

A Petrobras anunciou na quarta-feira (21) que o acordo prevê a cessão à Total de 22,5% dos direitos de exploração do campo de Iara e de 35% do campo de Lapa, que começou a operar na terça-feira (20), na Bacia de Santos. Les Echos destaca que esses campos “guardam reservas gigantescas de petróleo e o valor pago foi interessante”, ou seja, a Total pagou pouco em relação ao que vai lucrar extraindo o petróleo brasileiro.

O texto explica que as reservas do grupo francês serão acrescidas de 1 bilhão de barris, a um custo estimado entre US$ 1,75 e US$ 2,4 o barril. Nas reservas adquiridas anteriormente pela companhia, o preço do barril custou US$ 2,55. Incorporando o petróleo brasileiro, a produção do grupo francês vai aumentar significativamente, assinala Les Echos.

Mudança de regra favorece companhias dos países ricos

A reportagem indica que após a mudança da lei que garantia à Petrobras o papel de operadora do pré-sal e 30% de participação nos campos, o petróleo brasileiro ficou extremamente atraente para as grandes companhias petrolíferas ocidentais. A norueguesa Statoil foi a primeira a explorar essa brecha, informa o Les Echos.

Le Figaro lembra que, por enquanto, a Total não produz nenhum barril de petróleo no Brasil, mas esse quadro vai mudar rapidamente. Os campos do pré-sal “são considerados pela Agência Internacional de Energia como os mais promissores do mundo”, destaca o jornal.

Le Figaro explica que a Total enfrenta forte concorrência no mercado brasileiro, mas leva certa vantagem por ter negociado uma aliança estratégica que envolve a exploração de gás e projetos na área elétrica, como a sociedade, em partes iguais, nas centrais térmicas de Rômulo de Almeida e Celso Furtado, na Bahia, com capacidade de geração de 322 MW.


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