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14 de janeiro de 2013, 13h46

Frei Betto recebe prêmio da ONU por contribuição à justiça social na América Latina

O autor e defensor dos direitos humanos foi homenageado com o Prêmio Internacional José Martí 2013, concedido pela Unesco

O autor e defensor dos direitos humanos foi homenageado com o Prêmio Internacional José Martí 2013, concedido pela Unesco

Por Redação da Rede Brasil Atual

Durante o governo Lula, Betto foi um dos articuladores do Fome Zero, que mais tarde resultou no Bolsa Família (Foto: Luis Carlos Díaz / Flickr)

O autor e defensor dos direitos humanos Frei Betto foi homenageado com o Prêmio Internacional José Martí 2013, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em nota divulgada na sexta (11), a entidade destacou a “contribuição excepcional” que Betto dá à construção de uma “cultura universal de paz, justiça social e direitos humanos na América Latina e no Caribe”.

O escritor, que é colunista da Rádio Brasil Atual, foi escolhido por um júri internacional “em reconhecimento a seu trabalho como educador, escritor e teólogo; por sua oposição a todas as formas de discriminação, injustiça e exclusão; e sua promoção de uma cultura de paz e direitos humanos”.

Nascido em Belo Horizonte em 1944, Betto foi preso duas vezes durante a ditadura (1964-85) e, após a redemocratização, manteve a defesa da promoção de uma política de direitos humanos. Durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, ocupou o posto de assessor especial da Presidência da República.

O Prêmio José Martí foi criado em 1994 pelo Conselho Executivo da Unesco por iniciativa do governo de Cuba para homenagear “organizações e indivíduos que se destacaram  na causa da unidade e integração da América Latina e Caribe, com base no respeito às tradições culturais e valores humanistas”. Martí foi um político e pensador cubano, importante na independência da ilha em relação à Espanha.


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