Frente de Resistência Pataxó realiza assembléia no Monte Pascoal, na Bahia

Aldeias do extremo sul da Bahia realizaram a VI Assembléia da Frente de Resistência e Luta Pataxó para discutir a demarcação do Monte e o avanço da monocultura do eucalipto na região

Aldeias do extremo sul da Bahia realizaram a VI Assembléia da Frente de Resistência e Luta Pataxó para discutir a demarcação do Monte e o avanço da monocultura do eucalipto na região

Por Redação

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No Monte Pascoal, na Bahia, 11 aldeias do sul do estado realizaram a VI Assembléia da Frente de Resistência e Luta Pataxó, de 17 a 19 de agosto. Eles lutam pela demarcação da área como território indígena e a luta contra o avanço do monocultivo do eucalipto.

Em relação à demarcação do Monte, a Assembléia tratou dos limites da terra e decidiu lutar pelo território único, contínuo. Em 2000, a Fundação Nacional do Índio (Funai) constituiu um grupo técnico para elaboração do relatório sobre a terra, mas até o momento o relatório não foi publicado. Diante da demora, os Pataxó decidiram iniciar uma campanha internacional pela demarcação. 

Durante a Assembléia, foi denunciado o avanço do eucalipto sobre o território. Os Pataxó acusam as empresas Aracruz e Veracel Celulose de comprar terras adquiridas ilegalmente por fazendeiros, que também expulsavam os indígenas das terras. Algumas dessas áreas estão em disputa judicial entre os Pataxó e as empresas. Eles solicitaram à Fundação Nacional do Índio (Funai) um levantamento sobre a quantidade de hectares de terras indígenas que as duas empresas ocuparam. 

A mesma empresa ocupa, segundo parecer jurídico da Funai publicado em dezembro de 2006, uma área de 11 mil hectares de terras indígenas no Espirito Santo.

Os indígenas denunciam que a mata original das áreas sobre domínio da Veracel está sendo destruída, abrindo espaço para o plantio de eucalipto. Eles também alertam que muitos rios e lagos foram atingidos pelos resíduos usados pela empresa, matando peixes e plantas. Na região da Barra do Caí, em terra indígena, a empresa planta eucaliptos através do fomento florestal. 

A Aracruz, por meio da assessoria de imprensa nega que haja ocupação de terras para o plantio de eucaliptos. A Veracel, subsidiária da Aracruz, também desmente a acusação.

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Participaram da Assembléia representantes do Conselho indigenista Missionário (Cimi), Associação Nacional de Ação Indigenista, Sindicato dos Bancários do extremo sul da Bahia, Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Centro de estudos e Pesquisa para o desenvolvimento do Extremo sul da Bahia, Coordenadoria Ecumênica de Serviço, Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do NE, MG e ES e entre outras organizações.

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Reportagem alterada em 29/08/2007 às 17h

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