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02 de fevereiro de 2012, 09h48

Futepoca: O polêmico show de McCartney em Israel

Ontem o ex-beatle Paul McCartney apresentou o show "Amizade primeiro" em Tel Aviv, Israel, para aproximadamente 40 mil pessoas. O evento foi cercado por muita polêmica e o britânico teria até mesmo recebido ameaças de morte por parte de fundamentalistas islâmicos, que encaravam sua presença no país como um apoio velado à política israelense em relação aos palestinos. O músico negou qualquer intenção nesse sentido e garantiu que estava lá para passar "uma mensagem de paz".
O curioso é que o ex-baixista da maior banda pop da história só agora pôde pisar em solo israelense, 43 anos depois do seu conjunto ser banido do país. O governo tomou essa medida em 1965 por acreditar que os Beatles poderiam "corromper moralmente" a juventude local. Durante muito tempo atribuiu-se a proibição à primeira-ministra Golda Meir, mas uma nova versão dá conta de que a mesma foi feita por uma junta cultural.
A propósito disso, estranhei ontem ler um texto do jornalista Nahum Sirotsky, correspondente do IG e da RBS em Israel, a respeito do show de McCartney. Dizia ele que "os israelenses esperaram 43 anos para ver um ‘beatle‘. A mais famosa banda do século passado negava-se a vir à região devido ao conflito israelense-palestino". A proibição do governo se tornou, no texto, uma recusa dos próprios Beatles em irem a Israel. Talvez o autor tenha ignorado o pedido oficial de desculpas do embaixador do país em Londres feito para McCartney, Ringo e Starr e também às famílias de John Lennon e George Harrison.

Mas o fato é que a apresentação do ex-beatle trouxe à tona novamente a questão do boicote de artistas a Israel. O produtor Shahaf Schwart conta que metade dos shows acertados no ano passado foram cancelados, o que deve se repetir em 2008. A incerteza é tanta que as pessoas só acreditam de fato que uma apresentação vai ocorrer quando está próxima da data prevista. Antes, ninguém arrisca.

A Campanha pelo Boicote Cultural e Acadêmico a Israel, movimento fundado pelo analista político palestino Omar Barghouti, envia cartas e comunicados a diversas personalidades pedindo que não compareçam a Israel, tentando repetir a tática utilizada em relação à África do Sul à época do apartheid. O governo israelense nega que haja qualquer similitude entre uma situação e outra. Mesmo assim, em junho deste ano o cineasta Jean Luc Godard desistiu de participar de um festival no país, segundo assessores, influenciado também pela pressão política. A Campanha pelo Boicote enviou uma mensagem ao francês que perguntava: "Você foi a um festival de cinema africâner durante o apartheid na África do Sul? Por que Israel, então?".

A íntegra está no site Futepoca


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