Gabigol aceita pagar multa para não ser processado por ir a balada durante pandemia

Em março, o jogador foi flagrado em um cassino clandestino com mais de 100 pessoas presentes

O jogador de futebol, Gabriel Barbosa Almeida, mais conhecido como Gabigol, fechou um acordo com a Justiça de São Paulo para pagar uma multa de R$ 110 mil por ter descumprido as normas sanitárias de distanciamento social. No dia 14 de março ele foi flagrado em um cassino clandestino na Zona Sul de São Paulo.

O acordo apresentado pelo Ministério Público ao jogador do Flamengo determina que ele pague 100 salários mínimos ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente em troca da extinção do processo de crime contra a saúde pública.

A lei de infração à medida sanitária preventiva prevê uma pena que vai de um mês a um ano de detenção, além de multa, caso seja condenado.

Segundo informações do G1, Gabigol não se manifestou durante a audiência, que aconteceu por meio de uma videoconferência e durou menos de 10 minutos. O jogador não questionou o processo e se limitou a aceitar os termos propostos.

A audiência foi celebrada pelo juiz Fabricio Reali Zia, do juizado Especial Criminal (Jecrim) no Fórum da Barra Funda, Zona Oeste da Capital.

Na mesma noite em que a jogatina clandestina foi desbaratada pela operação policial, além do jogador, também estavam presentes o cantor MC Gui e o diretor artístico Rafael Vanucci. Todos foram detidos e liberados após assinarem um Termo Circunstanciado (TC), registro policial de menor potencial ofensivo.

À época, Gabigol declarou à imprensa que faltou sensibilidade de sua parte. “Acho que faltou um pouquinho de sensibilidade, mas sempre usando máscara, sempre com álcool em gel. Realmente, quando eu percebi que tinha um pouquinho mais de gente, eu estava indo embora”, Falou Gabigol.

Apesar de, em sua declaração à imprensa, ter dito que estava indo embora, o jogador ficou mais de 1 hora escondido embaixo de uma mesa quando a polícia estourou o local onde estava acontecendo a festa clandestina.

Avatar de Marcelo Hailer

Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).