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03 de julho de 2017, 17h16

Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Temer, é preso pela Polícia Federal

De acordo com o Ministério Público Federal, o ex-ministro da Secretaria de Governo de Temer agiu para atrapalhar as investigações ao tentar evitar uma possível delação de Cunha 

Por Redação 

A pedido do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal, foi preso na Bahia, nesta segunda-feira (3), o ex-ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, Geddel Vieira Lima. Ele é investigado na Operação Cui Bono, a mesma que prendeu Eduardo Cunha, e foi preso preventivamente, de acordo com o MPF, por atrapalhar as investigações ao tentar barrar uma possível delação premiada do ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Sua prisão está baseada no depoimento de Joesley Batista, dono da JBS, e do doleiro Lúcio Funaro. Ambos depoimentos dão conta, segundo o MPF, de que Geddel estaria tentando evitar uma delação de Cunha e do próprio Funaro. Entre as provas estão mensagens de Geddel, que foi identificado pelo sobrenome de “Carainho”, à esposa do doleiro, em que a sonda sobre a disposição do marido a uma delação.

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“O objetivo de Geddel seria evitar que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o próprio Lúcio Funaro firmem acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF). Para isso, tem atuado no sentido de assegurar que ambos recebam vantagens indevidas, além de “monitorar” o comportamento do doleiro para constrangê-lo a não fechar o acordo”, diz a nota do MPF.

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Confira a íntegra da nota do MPF sobre a prisão de Geddel.

“Em cumprimento a uma ordem judicial que atendeu a pedido da Polícia Federal e da Força-Tarefa Greenfield – que também é responsável pelas operações Sépsis e Cui Bono – , foi preso nesta segunda-feira (3), o ex-ministro Geddel Vieira Lima. A prisão é de caráter preventivo e tem como fundamento elementos reunidos a partir de informações fornecidas em depoimentos recentes do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva, sendo os dois últimos, em acordo de colaboração premiada. No pedido enviado à Justiça, os autores afirmaram que o político tem agido para atrapalhar as investigações. O objetivo de Geddel seria evitar que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o próprio Lúcio Funaro firmem acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF). Para isso, tem atuado no sentido de assegurar que ambos recebam vantagens indevidas, além de “monitorar” o comportamento do doleiro para constrangê-lo a não fechar o acordo”

 

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