“A primeira medalha do Brasil na ginástica feminina foi negra. Isso é muito importante”, diz Daiane dos Santos

Rebeca Andrade conquistou nesta quinta-feira a primeira medalha olímpica da ginástica artística feminina do Brasil

A ginasta e campeã mundial Daiane dos Santos se emocionou ao comentar a conquista da medalha de prata pela ginasta Rebeca Andrade.

“A primeira medalha do Brasil num Mundial de Ginástica foi negra. A primeira medalha do Brasil na Ginástica feminina foi negra. Isso é muito importante. Diziam que a gente não podia estar nesses lugares”.

Baile de Favela: Rebeca Andrade é prata em Tóquio

O funk que embalou Rebeca Andrade em sua apresentação de solo na Ginástica Olímpica em Tóquio agora vai ganhar o mundo. A ginasta levou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Japão na manhã desta quinta-feira (29).

Em uma performance surpreendente, a ginasta brasileira apelidada de ‘Daianinha de Guarulhos’ – em referência à ex-campeã mundial da modalidade, Daiane dos Santos – brilhou na competição individual, encerrada na manhã desta quinta-feira (29), horário de Brasília.

Rebeca Andrade, de 22 anos, iniciou a carreira no projeto social Iniciação Esportiva, da Prefeitura de Guarulhos, na Grande São Paulo.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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