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18 de dezembro de 2019, 16h04

Governo golpista da Bolívia determina prisão de Evo Morales

Derrubado da presidência, Morales está refugiado na Argentina e deve comandar a campanha eleitoral do seu partido nas próximas eleições

Evo Morales - Foto: Bolívia TV

Quatro dias depois da presidenta autoproclamada da Bolívia, Jeanine Añez, declarar que o mandado de prisão contra o presidente deposto Evo Morales estava quase pronto, foi expedida a ordem de apreensão do ex-líder sindical. Morales é acusado de “sedição, terrorismo e financiamento do terrorismo”.

O ministro de Governo, Arturo Murillo, foi quem publicizou o mandado de prisão ao fazer uma postagem no Twitter com a frase “senhor Evo Morales, para seu conhecimento”. A base da acusação é um áudio de um homem, que, supostamente, é Evo Morales e estaria induzindo os indígenas de El Alto a desabastecer completamente La Paz. Segundo Morales, a gravação, que foi divulgada por Murillo, é uma montagem.

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No sábado, Añez havia afirmado que Morales poderia voltar ao país “quando quiser”, mas que “deve enfrentar a Justiça”. Ela ainda afirmou que busca “defender a democracia e a liberdade” e pediu para Morales que a deixe “viver em paz”.

Refugiado na Argentina, o ex-presidente será o responsável por chefiar a campanha eleitoral do MAS no próximo pleito. A legenda ainda não escolheu seu candidato, mas há cinco nomes na disputa. Os dois favoritos têm 30 anos e se destacam no movimento social ou no legislativo: o primeiro é o líder cocaleiro e cientista político Andrónico Rodríguez; e a segunda é a senadora Adriana Salvatierra, ex-presidenta do Senado.

Apesar de acreditar que pode acontecer alguma tentativa de fraude por parte do grupo que tomou o poder, já que segundo ele “quando os Estados Unidos mordem, não soltam”, Evo está confiante. “Chego na Argentina depois de um mês forte. [Estou] fortalecido, convencido de que a luta política, ideológica, programática e social segue. Estou certo que vamos ganhar as eleições”, disse.

Mães da Praça de Maio

Nesta quarta-feira (18), Morales foi visitar as Mães da Praça de Maio, um dos principais movimento sociais, que lutou contra a ditadura do terrorismo de Estado na Argentina. “Estou profundamente grato às Mães da Praça de Maio por sua solidariedade com a luta do povo boliviano. Elas são um exemplo para o mundo. Meu respeito e admiração pelas grandes defensoras da vida, justiça e liberdade”, publicou em seu Twitter.

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