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06 de outubro de 2015, 22h21

Greve dos bancários: mais de 6 mil agências paradas no 1º dia

De acordo com a Contraf-CUT, aproximadamente 27% das agências de bancos públicos e privados do país não funcionaram nesta terça-feira (6). Paralisação continua na quarta

Por Redação

No primeiro dia da greve nacional dos bancários, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) calcula que 6.251 agências de bancos públicos e privados paralisaram suas atividades. O número equivale a pouco mais de 27% das agências do país, que seriam hoje 22.975, de acordo com o Banco Central.

“A proposta dos bancos de reajuste de 5,5%, na prática, está anulando os ganhos conquistados pela categoria bancária em 2013 e 2014”, avalia Juvandia Moreira, vice-presidenta da Contraf. De acordo com a entidade, a categoria obteve um aumento real acumulado entre 2004 e 2014 de 20,7%.

“Todos precisam saber que os banqueiros é que são os responsáveis por este impasse. Condições para atender nossas reivindicações eles têm. Cobram 403,5% a.a. no cartão de crédito, 253,2% a.a no cheque especial, tarifas exorbitantes e tem lucros fantásticos”, diz Roberto von der Osten, presidente da Contraf. “Continuamos dizendo aos banqueiros: estamos dispostos a voltar a negociar, mas tem que ser apresentada uma proposta que valorize os trabalhadores, que reponha a inflação, que continue o ciclo de ganho real, que distribua parte dos seus lucros, que tenha salvaguardas para os nossos empregos, que garanta igualdade de oportunidades para todos e, por fim, proteja os trabalhadores do assédio moral, das metas abusivas e do adoecimento”, acrescenta.

A paralisação continua nesta quarta-feira (7).

Foto de capa: Sindicato dos Bancários de São Paulo

 


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