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11 de junho de 2013, 12h20

Grupos de extrema-direita na mira do governo francês

Após o assassinato do estudante antifascista Clément Méric, grupo Juventudes Nacionalistas Revolucionárias (JNR) e Terceira Via podem ser declarados ilegais

Após o assassinato do estudante antifascista Clément Méric, grupo Juventudes Nacionalistas Revolucionárias (JNR) e Terceira Via podem ser declarados ilegais

Publicado por Bloco Europeu Internacional

O governo francês iniciou procedimentos para tentar ilegalizar um ou dois grupos de extrema direita, na sequência do assassinato do jovem estudante antifascista Clément Méric.

O principal alvo citado pelo primeiro ministro, Jean-Marc Ayrault, é o grupo Juventudes Nacionalistas Revolucionárias (JNR). O ministro do Interior, Manuel Valls, foi encarregado pelo chefe do governo de “iniciar imediatamente” um processo de dissolução do grupo com base em legislação aplicada a entidades que “provoquem ódio racial, antisemitismo, xenofobia e homofobia”. Os alegados envolvidos no assassinato de Méric não pertencem às JNR; são simpatizantes de um grupúsculo designado Terceira Via, de que aquele parece ser um grupo de ordem.

O processo contra as JNR assenta, segundo o primeiro ministro, em elementos recolhidos anteriormente ao assalto que provocou a morte do jovem estudante, na semana passada. De acordo com a versão governamental, as Juventudes Nacionalistas Revolucionárias caem também na alçada de legislação que reprime entidades prestes a transformar-se em “grupos de combate”. As JNR e a Terceira Via têm o mesmo líder, Serge Ayub.

O ministro do Interior foi igualmente encarregado de averiguar as condições que possam conduzir à ilegalização da Terceira Via.


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