sexta-feira, 25 set 2020
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Há quatro anos, morria Yasser Arafat

No dia 11 de novembro de 2004, foi anunciada a morte do líder palestino Yasser Arafat, no hospital militar Percy, em Clamart, na França. O então presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) foi transferido para a cidade depois de três anos detido na Muqata, sede da organização.

Líder da Organização pela Libertação da Paletina (OLP) em 1969, foi protagonista de um dos principais avanços em negociações de paz na região, ao lado de Yitzhak Rabin, premiê israelense, em 1994. Em novembro de 1988, a organização havia anunciado o reconhecimento do Estado de Israel e a renúncia a qualquer forma de violência, para se chegar a um Estado Palestino, cujas fronteiras seriam as de 1967.

Em 2000, foi acusado como responsável pelo fracasso das negociações em Camp David, intermediadas pelo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e com o conservador Ehud Barak. A proposta previa a separação do território palestino em quatro unidades autônomas e sem ligação por terra, o que significava, na prática, três blocos do território da Cisjordânia, além da Faixa de Gaza. A proposta também excluía a parte oriental de Jerusalém, pleiteada pelos palestinos à época. Naquele mesmo ano se iniciaria a Segunda Intifada, após a visita de Ariel Sharon, então candidato a primeiro-ministro israelense, ao conjunto de mesquitas de Al-Aqsa.

Corrupção e cárcere
Acusado de corrupção na gestão, Arafat chegou a ser listado entre os homens mais ricos do mundo pela revista Forbes, embora sempre tenha negado às acusações. A existência de ilegalidades na gestão de recursos repassados pelo Estado de Israel e de convênios com a União Européia e a Organização das Nações Unidas (ONU) foi uma das principais críticas de grupos como o Hamas para ganhar força política.

A partir de novembro de 2001, foi mantido preso na Muqata, não podendo sair para viagens internacionais nem para visitas ao território palestino. Deixou de ser considerado como interlocutor por Israel e pelo governo dos Estados Unidos. Aos 75 anos, doente e fragilizado pelo cárcere, precisou de autorização do exército israelense para ser transferido para a França, onde morreu.

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Do lado de dentro da cerca Em 9 de novembro de 1989, na cidade de Berlim, o clima era de festa. O “muro da vergonha” vinha abaixo, derrubado pela população que não suportava mais viver separada dos parentes divididos entre as Alemanhas Ocidental e Oriental.

Pior do que o Apartheid Abdul Aziz Rantissi, líder do Hamas, havia sido assassinado no sábado, dia 17, na cidade de Gaza. No domingo, dia 18 à noite, o presidente da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat, abatido, recebia as condolências ao lado dos membros do parlamento palestino
A casa do Hamas
Quarta-feira, dia 14 de abril, em Washington, capital dos EUA. O primeiro-ministro israelense Ariel Sharon anuncia um novo plano para a paz na região. O desengajamento – retirada unilateral de tropas e assentamentos – da Faixa de Gaza. O anúncio é feito em Washington para os ouvidos receptivos do presidente George W. Bush.

Redação
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