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21 de fevereiro de 2016, 13h31

Haddad defende Lula e se distancia de Dilma

Em entrevista, o prefeito de São Paulo apontou o que considera "erros" no governo Dilma e a aconselhou a "se reencontrar com a base que a elegeu" e retomar a política econômica de geração de empregos do governo Lula; petista ainda defendeu o ex-presidente das acusações que vem sofrendo e disse acreditar que isso o estimulará a ser candidato em 2018: "Ele está sendo muito agredido e saberá reagir à altura, retomando um projeto no qual ele acredita"

Em entrevista, o prefeito de São Paulo apontou o que considera “erros” no governo Dilma e a aconselhou a “se reencontrar com a base que a elegeu” e retomar a política econômica de geração de empregos do governo Lula; petista ainda defendeu o ex-presidente das acusações que vem sofrendo e disse acreditar que isso o estimulará a ser candidato em 2018: “Ele está sendo muito agredido e saberá reagir à altura, retomando um projeto no qual ele acredita”

Por Redação

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), mostrou em entrevista ao blogueiro Josias de Souza (UOL), divulgada neste domingo (21), que tem desejo de ver o governo federal tomando os mesmos rumos daquele que fez parte quando era o ministro da Educação de Lula. Para o petista, que possivelmente se candidatará à reeleição na capital paulista (o anúncio deve ser feito em abril), a presidenta Dilma Rousseff precisa “se reencontrar com a base que a elegeu” para superar o que considera uma “crise de identidade” do governo.

“A popularidade ou impopularidade é da vida política, o que é um e pecado que você não pode cometer é não estar identificado com um projeto. Quando eu falo vamos resgatar a política econômica do governo Lula, é porque é uma forma de a população entender a identidade que tem que ter para se defender publicamente e defender o projeto que você representa. O conselho que eu daria para o governo federal é esse: se reencontrar com a base que te elegeu”, afirmou.

Para Haddad, a crise econômica foi gerada por uma “conjunção” de fatores e que, apesar de grave, o problema poderia ter sido equacionado em um ano [2015], sem a necessidade de estender a “dor” para 2016. O conselho do prefeito é, novamente, retomar a política econômica do governo Lula.

“Para falar francamente o que eu penso: nós temos que ter uma política voltada para a geração de emprego. A marca do presidente Lula foi ter criado 15 milhões de empregos. Ele, 10 milhões de vagas; Ela, 5 milhões ou algo assim em 12 anos. A marca desses governos foi a geração de emprego. Ah, está tendo inflação? Vamos corrigir. Tem gasto demais? Vamos corrigir. Mas este é um governo e este um partido trabalhista. Tem que prestar atenção na sua base”, pontuou.

Na mesma entrevista, em que tratou ainda de temas como todo o trabalho que desenvolveu frente à prefeitura da capital paulista para desmantelar a máfia do ISS e fortalecer os mecanismos anticorrupção do município, o prefeito ainda defendeu Lula em relação aos recentes ataques e denúncias que vem sofrendo.

“O problema da política é que o ônus da prova é teu. Uma pessoa fala: ‘você é dono deste imóvel’. Você fala: ‘eu não sou dono deste imóvel.’ E você é que tem que provar que não é dono. Ah, mas você frequenta! Frequento, mas não sou o dono do imóvel. Ele está dizendo que não é dono. Está se dispondo a comparecer aonde for chamado, para dizer e reafirmar que não é dono”, disse, ressaltando ainda que Lula sempre sobe responder e explicar  tudo o que pairou sobre ele ao longo de toda a sua carreira política.

Contrariando a opinião de alguns analistas e até mesmo de parte do PT que não acredita que Lula será, de fato, candidato em 2018, Haddad foi além e disse que essa possibilidade será ainda mais fortalecida diante de toda essa ‘campanha’ contra o ex-presidente.

“Acho que o que estão fazendo com ele vai estimulá-lo a se candidatar. O Lula tem uma maneira muito própria de reagir às agressões que ele costuma sofrer na vida. Na minha opinião ele está sendo muito agredido e saberá reagir à altura, retomando um projeto no qual ele acredita”, analisou.

Foto: Prefeitura de São Paulo


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