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24 de janeiro de 2017, 09h08

Haddad ganha de Villa na justiça

Em maio de 2016, o então prefeito de São Paulo Fernando Haddad, cansado de ser difamado diariamente por Marco Antonio Villa, substituiu sua agenda pública pela de outro político, só para “vê-lo comentar, uma vez na vida, o dia-a-dia de quem ele lambe as botas”. O Ministério Público entrou com uma ação para investigar a atitude de Haddad.

Em maio de 2016, o então prefeito de São Paulo Fernando Haddad, cansado de ser difamado diariamente por Marco Antonio Villa, substituiu sua agenda pública pela de outro político, só para “vê-lo comentar, uma vez na vida, o dia-a-dia de quem ele lambe as botas”. O Ministério Público entrou com uma ação para investigar a atitude de Haddad. A justiça de SP rejeitou nesta segunda a ação.

Da Redação com informações do Conjur

A Justiça de São Paulo rejeitou nesta segunda-feira (23/1) ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT) por ter publicado agenda oficial com informações incompletas, para enganar um comentarista de rádio. Para a juíza Carolina Duprat Cardoso, da 11ª Vara de Fazenda Pública, o ato de improbidade não acontece mesmo se comprovadas ilegalidades formais, mas apenas quando há “violação substancial” dos bens da administração pública.

No dia 16 de maio de 2016, a prefeitura divulgou que Haddad daria apenas despachos internos, quando na verdade teve atividades na rua. Horas depois, o então prefeito declarou que a intenção foi dar um “trote” no historiador Marco Antonio Villa, que costumava criticar na rádio Jovem Pan os compromissos oficiais do petista.

O Ministério Público de São Paulo não viu graça e ajuizou ação civil pública pedindo indenização de R$ 72,5 mil (equivalente a três vezes a remuneração mensal do prefeito), por dano moral, e até a perda da função pública de Haddad, além da suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.

A juíza, porém, entendeu que a falsidade das informações nem sequer foi comprovada, pois a agenda oficial acabou atualizada na mesma data para o período da tarde, com acréscimo de compromissos, seguindo o princípio da publicidade.

“Ainda que o intuito revelado pelo demandado fosse reprovável, e pudesse, por elevação de conduta, ter sido evitado, não há justa causa para o recebimento da ação, porquanto não praticou ato de improbidade administrativa passível de punição”, afirmou.

O processo foi apresentado em julho de 2016 e a defesa de Haddad foi feita pelos advogados Igor Sant’Anna Tamasauskas e Otavio Maziero, do Bottini e Tamasauskas Advogados. O entendimento não é prematuro, de acordo com a sentença, porque o caso “é essencialmente documental”, com manifestação das partes envolvidas.

 


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