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08 de fevereiro de 2012, 19h14

Honduras: a batalha se dá na mídia

Os dois programas censurados passavam na Rádio Cadena Voces. O primeiro – "Tempo de Hablar", do Centro de Direitos das Mulheres – começou às 8h da manhã deste sábado e poucos minutos depois saiu do ar. O segundo- "La Bullaranga", do Centro de Estudos da Mulher – não chegou a ir para o ar. Os técnicos da emissora afirmam que desconhecem as causas do sucedido.

Em comunicado, o coletivo "Feministas em Resistência" denuncia a censura, exige "liberdade de expressão" e avisa que "se prevê uma repressão brutal como a que se viveu nos anos 80" logo no momento em que "o mundo deixe de olhar para as Honduras".

Entretanto, continuam as prisões e os bloqueios de estrada para dificultar os protestos. Ainda assim, a Frente Nacional de Resistência contra o golpe realizou nova marcha esta sexta-feira, que terminou simbolicamente no local onde um jovem resistente foi assassinado, tendo o pai sido detido pela polícia posteriormente por insistir nas investigações contra a morte do filho. Uma autoridade em Direitos Humanos nas Honduras declarou que as balas que mataram o jovem eram de uma espingarda M-16, arma do exército hondurenho, que tem dito que só dispara balas de borracha.

Paralelamente, e de acordo como jornal mexicano La Jornada, os apoiantes do golpe de Estado organizaram um comício num pequeno estádio de basebol do complexo desportivo "Villa Olímpica". Apesar de toda a divulgação, nos media oficiais e através dos meios da igreja (que classifiocu o evento como "oração pela paz"), bem como através da pressão dos patrões sobre os trabalhadores para que participem, "apenas uma sexta parte do pequeno estádio de basebal" estava ocupada. "Esta é a nação das cinco estrelas que Deus desenhou ainda antes da criação do Mundo!" exclamou um dos oradores.

As negociações entre Manuel Zelaya, Presidente das Honduras, e os golpistas prosseguem na Costa Rica, mas ainda sem resultados.

Com informações do Esquerda.net.


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