#Fórumcast, o podcast da Fórum
02 de fevereiro de 2017, 18h07

Sírio-Libanês diz que “tomou medidas disciplinares” contra médica que vazou informações sigilosas de Dona Marisa

A médica Gabriela Munhoz, pouco tempo após a internação da ex-primeira-dama, enviou detalhes de seu diagnóstico (um AVC hemorrágico nível 4, considerado grave) em um grupo de antigos colegas da faculdade. A atitude, que fere o Código de Ética Médica, gerou uma onda de ódio e “torcida”pela morte de Marisa entre médicos. Um deles chegou a sugerir um meio mais rápido para “o capeta abraçar ela”

Por Redação

A médica reumatologista do hospital Sírio-Libanês, Gabriela Munhoz, foi quem deu o pontapé inicial para o vazamento de informações sigilosas e a consequente onda de ódio com relação à internação da ex-primeira-dama, Dona Marisa Letícia, falecida nesta quinta-feira (2).

Poucas horas após a internação de Marisa, na semana passada, a médica enviou a um grupo de Whatsapp de antigos colegas da faculdade informações sigilosas e detalhadas do estado de saúde da ex-primeira-dama que sequer foram divulgadas publicamente pelo hospital em seus boletins médicos. No mesmo dia, a imagem de uma tomografia associada à Marisa também começou a circular pelos aplicativos de chat, confirmando as informações antes fornecidas por Gabriela.

O vazamento desse tipo de informação foi fundamental para dar combustível à onda de ódio contra Marisa, o ex-presidente Lula e sua família. Com os detalhes e informações de que a ex-primeira-dama poderia morrer a qualquer momento, inúmeras pessoas passaram a “torcer” e contar as horas pela sua morte. Muitas, inclusive, chegaram a ir até a porta do hospital para o fazer. O ódio se espalhou também entre os médicos. No grupo em que Gabriela compartilhou as informações, um dos membros, de acordo com o jornal O Globo, teria dito: “Esses fdp vão embolizar ainda por cima. Tem que romper no procedimento. Daí já abre a pupila. E o capeta abraça ela”.

O hospital Sírio-Libanês informou que, quanto à tomografia vazada, não consegue investigar, pois teria sido feita em outro laboratório. Quanto à médica que vazou as informações, disse que “tomou as medidas disciplinares cabíveis assim que teve conhecimento da troca de mensagens”.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), por sua vez, investiga o vazamento da tomografia e as mensagens de ódio de profissionais de saúde.

 


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum