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08 de fevereiro de 2012, 19h13

Hugo Chávez lança ‘Plano Revolucionário de Leitura‘

O governo da Venezuela lançou o Plano Revolucionário de Leitura (PRL), no qual distribuirá milhares de livros com o objetivo de "construir o socialismo bolivariano do século XXI".
Para a iniciativa foram selecionadas 100 obras consideradas instrutivas, entre elas "As veias abertas da América Latina", do uruguaio Eduardo Galeano, livro com o qual o presidente Hugo Chávez presenteou o norte-americano Barack Obama durante a Cúpula das Américas, realizada no mês passado em Trinidad e Tobago.
"Vamos pedir uma autorização a Galeano para publicar na Venezuela uma edição de massa do livro", afirmou Chávez, acrescentando que o material historiográfico atualmente disponível não informa de maneira satisfatória, por exemplo, sobre a resistência indígena à colonização europeia.
Outra obra selecionada foi "O desafio e o fardo do tempo histórico", do húngaro István Meszaros, que segundo Chávez demonstra "como o capitalismo decapita a existência humana".
Também fazem parte do acervo clássicos como o "Manifesto do Partido Comunista", de Marx e Engels, e livros escritos por membros do governo, como "O socialismo venezuelano", do ministro das Finanças, Ali Rodríguez. 
Hugo Chávez afirma que o PRL foi criado para gerar "um ato coletivo orientado a fomentar o socialismo". "Ler, ler e ler, slogan de todos os dias. Leitura para a consciência", disse Chávez ao anunciar o lançamento do projeto na nova sede da Galeria de Arte Nacional e diante de um auditório de crianças. " Temos que introduzir à contrarevolução todos os dias uma dose de liberação através da leitura", afirmou o presidente.

Já estão presentes nas bibliotecas os exemplares do "O Socialismo Venezuelano e o Partido que o Impulsionará", escrito pelo ministro das Finanças, Ali Rodríguez, e o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, Alberto Müller Rojas. Também entre os títulos está a obra do ex-ministro do Poder Popular para a Cultura Farruco Sesto, "Por que sou chavista?", e "Idéias Cristãs e outros Aportes Socialistas", que reúne trechos dos discursos do presidente Chávez sobre a condição socialista de Jesus Cristo.

A seleção inclui livros sobre Ernesto Che Guevara e o "Manifesto Comunista". "Houve uma declaração pública do comandante-presidente na própria ocasião do lançamento (do PRL), quando advertiu que se trata de um plano de formação, e todo plano de leitura é um projeto de formação ideológica" sustentou Edgar Páez, em uma entrevista publicada em uma revista editada pelo ministério da Cultura venezuelano.

Páez diz que uma das preocupações é que as crianças estariam "sendo formadas com livros que ainda chamam de descobrimento a invasão do império espanhol ou outros eufemismos que buscam adoçar o genocídio dos povos originários", acrescentando que, como parte do plano, o governo da Venezuela quer "começar as coisas por seus nomes".

Além dos livros mencionados para reforçar o chamado "socialismo do século XXI" bolivariano, a Venezuela promoverá a leitura de diversas obras de autores do país e estrangeiros editadas no país e distribuídas gratuitamente. Até o momento, não foram divulgados todos os títulos escolhidos por Chávez. Entre eles estão "Inventamos ou erramos", obra escrita no século XIX por Simon Rodríguez, mestre de Simon Bolívar, e alguns textos que foram objeto de culto da esquerda venezuelana dos anos 60 e 70, como "Venezuela Violenta", de Orlando Araújo, e "Teoria da Ideologia", de Ludovico Silva. Outros livros menos famosos e mais recentes estão na lista como "Ditadura mediática", de Luis Britto García; "Discursos de Chávez", de Leonardo Ruiz; "Che, comandante do Alba", de Modaira Rubio, e "O código Chávez", de Eva Golinger.

Analfabestismo
Em outubro de 2005, o governo da Venezuela declarou o país "território livre do analfabetismo", com base em resultados da Missão Robinson, programa de alfabetização implementado em 2003.
Até 2001, a média nacional de analfabetismo era de 9% entre os venezuelanos com mais de 15 anos. Entre 2003 e 2005, esta porcentagem diminuiu para 6%, segundo dados oficiais.

(Com informações de agências)


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