Impeachment ou morte: parlamentares mobilizam as redes pedindo a saída de Bolsonaro

Hashtag #ImpeachmentouMorte está entre os assuntos mais comentados nas redes na manhã desta quarta-feira; parlamentares e ativistas justificam que não há mais condições de Bolsonaro permanecer na presidência

Após o Brasil bater novo recorde de casos e mortes por Covid-19 nas últimas 24h e virar destaque na imprensa internacional por conta da inépcia do governo Federal diante da pandemia, parlamentares e ativistas foram às redes pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.


A hashtag #ImpeachmentouMorte segue entre os assuntos mais comentados na manhã desta quarta-feira (3) nas redes. Parlamentares e ativistas alegam que não há mais condições de Jair Bolsonaro permanecer na presidência e que não faltam crimes de responsabilidade para abrir o processo de cassação de seu mandato.

À Fórum, o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), que participa da ação nas redes, declarou que “Não faltam crimes juridicamente definidos. Bolsonaro já tem mais crimes de responsabilidade acumulados do que o Nego Di tem de piada sem graça. O que falta é pressão da sociedade, da imprensa e maioria no Congresso”.

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) destacou a repercussão na imprensa internacional das falta de políticas de combate ao coronavírus do governo Bolsonaro.

O ativista da Coalizão Negra, Douglas Belchior, questionou “quantas milhares de vidas perderemos até dar fim ao governo do presidente genocida Jair Bolsonaro?”.

A deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP) afirmou que “não dá mais pra suportar essa barbárie premeditada!”.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) declarou que o “país precisa de agilidade na vacinação em massa” para conter a nova variante do coronavírus.

O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) classificou o governo Bolsonaro como “assassino” e defendeu a o impeachment.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).