Fórum Educação
02 de setembro de 2018, 22h17

Incêndio destrói Museu Nacional, no Rio de Janeiro

Um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, na noite deste domingo (2). Os bombeiros chegaram ao local somente às 20h30, quando o incêndio já havia tomado todo o edifício.

Um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, na noite deste domingo (2). Os bombeiros chegaram ao local somente às 20h30, quando o incêndio já havia tomado todo o edifício.

Vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Museu completou 200 anos em 2018. Criado por Dom João VI, em 6 de junho de 1818, a instituição teve sua primeira sede no Campo de Sant’Ana. Com perfil acadêmico e científico, praxe em museus universitários, o Museu nacional conta com mais de 20 milhões de peças no acervo, com coleções de geologia, botânica, zoologia e arqueologia.

O local foi sede da primeira Assembleia Constituinte Republicana de 1889 a 1891, antes de ser destinado ao uso de museu, em 1892. O edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os bombeiros não dispunham de informações sobre vítimas – o museu estava fechado para visitação quando o incêndio começou. Há contingentes da Polícia Militar e profissionais de saúde e ambulâncias de prontidão no local.

Boa parte de suas salas estava fechada e a maioria dos itens coleção estavam fora de visitação. O Museu sofria com problemas de financiamento para manutenção do acervo e da estrutura do prédio. Dos R$ 535 mil anuais de orçamento previstos para o Museu, a instituição só recebeu R$ 54 mil em 2018, segundo a UFRJ.

Uma ossada de baleia estava duas décadas esperando por patrocínio para manutenção. Para suprir a falta de recursos, o Museu apelou para financiamento coletivo para realizar a manutenção da ossada.

Os cupins eram outra dor de cabeça enfrentada pelo Museu. A instituição estava há dois anos sem combater a praga. Mesmo a sala da direção tinha problemas: paredes tomadas por infiltrações estavam descasando. Para chegar ao local, era preciso passar por baixo de andaimes que seguram o reboco do teto do corredor, que ameaça cair.


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