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07 de outubro de 2013, 16h25

Indignada com novos casos de espionagem, Dilma usa Twitter para atacar EUA

“Isso é inadmissível entre países que pretendem ser parceiros. Repudiamos a guerra cibernética”, afirmou a presidenta

“Isso é inadmissível entre países que pretendem ser parceiros. Repudiamos a guerra cibernética”, afirmou a presidenta

Por Igor Carvalho

Presidenta criticou espionagem americana (Image: Twitter)

Na manhã desta segunda-feira (7), a presidenta Dilma Roussef usou o seu perfil no Twitter para atacar o governo norte-americano e pedir o fim “urgente” da espionagem promovida pelos EUA no governo e empresas do Brasil.

A insatisfação de Dilma veio após o Fantástico, da Rede Globo, veicular uma reportagem afirmando que o Ministério de Minas e Energia (MME) também foi espionado pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA. O programa dominical mostrou que a Agência Canadense de Segurança em Comunicação (Csec), por meio da NSA, também monitorou as comunicações do MME pelos computadores e nos serviços de telefonia.

O MME, em nota oficial, classificou o episódio como “grave” e, pelo Twitter, a presidenta afirmou que “o Itamaraty vai exigir explicações ao Canadá”. Ainda sobre a parceria dos EUA com seus aliados, Dilma afirmou: “Tudo indica que os dados do NSA são acessados pelos 5 governos e pelas milhares de empresas prestadoras de serviços com amplo acesso a eles.”

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Os países aliados, com acesso aos documentos e relatos da espionagem mezzo americana, mezzo canadense, citados pela presidenta seriam: Canadá, Inglaterra, Nova Zelândia e Austrália.

Segundo a reportagem, de cada quatro empresas de mineração do mundo, três estão no Canadá, o que explicaria a investida em relação ao MME.

“É urgente que os EUA e seus aliados encerrem suas ações de espionagem de uma vez por todas”, afirmou Dilma. Na manhã desta segunda-feira (7), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a espionagem americana no MME, revelada no último domingo, é “lamentável.”

Marco civil

Na série de mensagens que publicou entre a noite de ontem (6) e a manhã desta segunda-feira (7) sobre a espionagem americana no Brasil, Dilma também falou sobre o Marco Civil da Internet.

A presidenta afirmou que o projeto brasileiro será enviado à Organização das Nações Unidas (ONU), em forma de proposta. Mas, antes, o Marco Civil da Internet, precisa ser aprovado no Congresso Nacional e Dilma acredita que isso ocorrerá nas “próximas semanas.”

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