Instituto Royal fecha as portas em São Roque

Em comunicado divulgado hoje (6), a instituição diz estar comprometida pela "perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas"

Sede do Instituto Royal, em São Roque, interior de São Paulo, de onde ativistas retiraram 178 cachorros da raça beagle que sofreriam maus-tratos ao serem usados em pesquisas (Marcelo Camargo / Agência Brasil)
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Em comunicado divulgado hoje (6), a instituição diz estar comprometida pela "perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas" Por Camila Maciel, da Agência Brasil Após a invasão de ativistas contrários à prática de testes laboratoriais em animais, ocorrida no dia 18 de outubro, o Instituto Royal decidiu encerrar as atividades do laboratório no município de São Roque, no interior paulista. Em comunicado, divulgado hoje (6), a instituição justifica o fechamento informando que a atuação do instituto está comprometida pela "perda de quase todo o plantel de animais e de aproximadamente uma década de pesquisas". Além disso, aponta que a "persistente instabilidade e a crise de segurança colocam em risco permanente a integridade física e moral de seus colaboradores". [caption id="attachment_35715" align="alignleft" width="288"] Sede do Instituto Royal, em São Roque, interior de São Paulo, de onde ativistas retiraram 178 cachorros da raça beagle que sofreriam maus-tratos ao serem usados em pesquisas (Marcelo Camargo / Agência Brasil)[/caption] Durante a invasão, 178 cachorros da raça beagle foram roubados do laboratório. Os ativistas acusam o Royal de maltratar cães, coelhos, ratos e outros animais usados em pesquisas científicas. A Polícia Civil abriu dois inquéritos para investigar a atuação dos ativistas e do instituto. Um dos inquéritos investiga a denúncia de maus-tratos. O segundo, a ocorrência de furto qualificado e danos ao patrimônio praticados pelos manifestantes durante a invasão. O instituto informou que os funcionários serão desligados e que será mantido somente o Comitê de Ética formado por colaboradores do laboratório, do qual participam veterinários, biólogos e membros da Sociedade Protetora dos Animais. O encaminhamento a ser dado aos animais remanescentes, que ainda estão sob os cuidados da empresa, será decidido com os órgãos regulatórios. O laboratório voltou a criticar a ação violenta dos ativistas. A empresa nega que houvessem irregularidades no procedimento e disse que a invasão foi resultado de inverdades disseminadas de forma irresponsável. "As consequências dos atos advindos dessa equação resultaram não somente em prejuízo para a instituição, que fecha suas portas, mas também e mais gravemente para a sociedade brasileira, que assiste à inutilização de importantes pesquisas em benefício da vida humana", assinala a nota.