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23 de dezembro de 2013, 16h16

Integrantes da banda Pussy Riot são libertadas após anistia do Kremlin

Livres, elas não mudaram o tom do discurso contra o governo russo e disseram que tal medida não “passa da publicidade”

As integrantes do Pussy Riot foram presas em março de 2012, sob a acusação de vandalismo e incitação ao ódio religioso (Foto MouthMag)

Livres, elas não mudaram o tom do discurso contra o governo russo e disseram que tal medida não “passa da publicidade”

Por Redação

Das três integrantes da banda russa de punk rock Pussy Riot, duas ainda se encontravam encarceradas: Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova. Ambas foram libertadas nesta segunda-feira (23) após uma anistia dada pelo Kremlin, que também libertou outros presos. Livres, as integrantes não mudaram o tom do discurso contra o governo russo e disseram que tal medida não “passa da publicidade”.

As integrantes do Pussy Riot foram presas em março de 2012, sob a acusação de vandalismo e incitação ao ódio religioso. Analistas internacionais interpretaram o gesto do governo russo como uma tentativa de melhorar a sua imagem frente à opinião pública internacional, visto que países como EUA e França têm ameaçado até mesmo com a possibilidade de boicote os Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi.

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Posteriormente à libertação, as integrantes da banda foram à Comissão contra a Tortura da Cidade para falar sobre o destino de suas vidas e os momentos vividos na cadeia. Alyokhina declarou que o mais difícil na prisão é como esta as destrói moralmente. Sobre a lei de anistia, a cantora teceu duras críticas. “Não creio que esta anistia seja um gesto de humanismo, mas uma operação de relações públicas”, criticou a artista.

Nadezhda Tolokonnikova também fez duras críticas à anistia e ao sistema carcerário russo, que, na opinião de Tolokonnikova, funciona em um “modelo de colônia”. Para ela, é preciso realizar uma profunda reforma no sistema carcerário da Rússia. A musicista também disse que vai trabalhar para defender os direitos dos presos russos.

Oração Punk contra Putin

As integrantes da banda Pussy Riot foram presas em março de 2012. Em fevereiro daquele ano, elas ocuparam a Catedral Cristo Salvador, em Moscou, e entoaram a “Oração contra Putin”. Acusadas de vandalismo e incitação ao ódio religioso, foram condenadas há dois anos de prisão, pena que cumpririam até março de 2014.

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À época, a prisão das três garotas causou grande revolta. Artistas do mundo inteiro apelaram pela libertação, como Paul McCartney e Peaches realizaram shows e vídeos-protestos a favor do Pussy Riot. Recentemente, foram divulgadas as cartas do cárcere trocadas entre Tolokonnikova e Slavoy Zizek, que você pode conferir aqui.


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