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03 de março de 2015, 09h12

Inter e Grêmio deram um grande exemplo. Tolerância no futebol pode (e deve) ser ampliada

grupo-LGBT-Arsenal

A torcida mista no Gre-Nal 404 foi um exemplo de que a tolerância no futebol é possível. Na verdade, todos sabem disso. Torcedores rivais convivem no trabalho, na escola e em outros espaços públicos. Torcedores de diferentes clubes também já conviveram nos estádios, nos dois extremos das classes sociais: geral e cadeiras. Internacional e Grêmio retomaram a possibilidade de se torcer sem agredir o adversário. Sim, é possível. E quando todos perceberem como é bom apreciar o futebol sem outras preocupações que não assistir ao jogo e comemorar, talvez não queiram voltar atrás. É um grande passo, mas pode ser ampliado.

Grenal

Torcida mista no clássico Gre-Nal 404. Tolerância pode e deve ser ampliada a outros campos. Foto: Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Casos de racismo contra jogadores e torcedores são muito frequentes na Europa. No Brasil e na América Latina, a “modinha” também está chegando. Entretanto, bons exemplos europeus poderiam ser imitados por torcedores e clubes. Assim como as direções de Inter e Grêmio incentivaram a convivência entre os torcedores rivais, outros exemplos merecem atenção.

Na Inglaterra, por exemplo, existem diversos movimentos contra a homofobia no futebol. E eles tiram fotos em estádios, no campo, levam faixas e pedem a colaboração dos jogadores. Você já imaginou jogadores de grandes clubes brasileiros vestindo camisas contra a homofobia (Football v. Homophobia) como fizeram os do Manchester City, um dos mais ricos e estelares clubes ingleses?

Jogadores do M-City

O zagueiro Kompany e o lateral direito Zabaleta puxam a fila dos jogadores do Manchester City, atual vice-líder do Campeonato Inglês, com a camisa: Futebol versus Homofobia

Sabemos como tem sido a recepção a torcidas LGBT como Galo Queer, Gaivotas Fiéis, Bambi Tricolor, Palmeiras Livre, Queerlorado, Grêmio Queer, Bahia Livre, Flamengo Livre etc. Agressões, ameaças e intimidação (por outros torcedores do próprio time!) de se usar roupas, faixas ou cartazes que caracterizem a torcida. A Gay Gooners, torcida LGBT do Arsenal, vai ao estádio e leva faixas. Ah, e recebe destaque no site oficial do Arsenal. Algum clube brasileiro interessado em promover a diversidade? É só fazer igual.

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Olha os GayGooners aí, torcida LGBT do Arsenal, indo pro estádio. Detalhe: a foto está no site oficial do Arsenal

O Arsenal mantém uma página (Arsenal for Everyone) que relata as ações promovidas pelo clube em prol da diversidade e da igualdade de oportunidades em diversas áreas. Como eu descobri a página Arsenal for Everyone? Durante um jogo do Arsenal, a propaganda rotativa das placas de beira de campo do Emirates Stadium (observação: a Emirates é uma companhia aérea dos Emirados Árabes que patrocina o Arsenal e dá nome a seu estádio) mostrava uma mensagem de apoio a grupos LGBT.

Antes de terminar, não podemos deixar de mencionar o St. Pauli, clube alemão da segunda divisão que historicamente se destaca por combater o racismo, o nazismo, a xenofobia e a homofobia.

St. Pauli: torcedores são conhecidos por combater o racismo, o nazismo, a xenofobia e a homofobia

St. Pauli: torcedores são conhecidos por combater o racismo, o nazismo, a xenofobia e a homofobia

 

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