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10 de julho de 2020, 00h09

Investigação da PF aponta que deputado grileiro de Rondônia cogitou matar procurador

Jean Oliveira (MDB) fazia parte de uma quadrilha que tentava tomar áreas de uma unidade de conservação, segundo relatório revelado por jornal

Foto: Reprodução

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Jean Oliveira (MDB), faz parte de uma quadrilha que tentou grilar 64,6 mil hectares dentro de uma unidade de conservação estadual, segundo investigação da Polícia Federal e do Ministério Público do Estado de Rondônia, revelada pelo jornal Folha de S.Paulo.

O objetivo era usar a área para gerar créditos de desmatamento, que seriam vendidos para proprietários rurais do estado quem fazem desflorestamento ilegal sem suas terras e precisam regularizar. Do tamanho do município de Belo Horizonte, a área grilada está localizada na Reserva Extrativista Rio Pacaás Novos, em Guajará-Mirim, a 330 km da capital Porto Velho.

Segundo a PF, o esquema chegava a fazer anúncios no site de vendas OLX. A PF encontrou um em que 34,6 mil hectares eram oferecidos por R$ 51,9 milhões como “área de compensação de reserva legal”.

O relatório da PF revela ainda que o grupo cogitou matar o procurador do Estado Matheus Carvalho Dantas, responsável por emitir pareceres ambientais no âmbito na Procuradoria-Geral do Estado, por ter se recusado a avalizar a grilagem.

Em conversas gravadas pela investigação, o pecuarista Alexsandro Aparecido Zarelli, apontado pela PF como o líder da quadrilha, sugere matar Dantas.“Passar fogo?”, pergunta o deputado. “Mandar o Mateus pro inferno”, afirma Zarelli. “Vamos atacar ele, ué. Por que cê não falou”, diz Oliveira.

A assessoria do deputado respondeu ao jornal que o parlamentar “tem a consciência tranquila, porque seus atos sempre foram pautados pela legalidade”.


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