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16 de dezembro de 2017, 15h21

“Isso aqui não é Brasil”, gritavam deputados e manifestantes argentinos para protestar contra a reforma da Previdência

A mobilização popular que conseguiu barrar a votação da reforma da Previdência na Argentina tinha como um dos “gritos de guerra” o alerta de que o país não era como o Brasil, onde o governo aprova medidas sem consultar o povo e contra sua vontade 

Por Redação

A mídia tradicional brasileira não mostrou, mas inúmeros relatos de argentinos nas redes sociais, confirmados pelos jornais locais, dão conta de que uma das frases de ordem dos manifestantes argentinos que saíram às ruas essa semana contra a reforma da Previdência proposta pelo governo de Maurício Macri era “isso aqui não é Brasil”. Até mesmo parlamentares da oposição proferiram a frase em meio às discussões no Congresso em referência ao país vizinho, onde o governo aprova medidas sem consultar o povo e contra sua vontade.

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A base do governo argentino no parlamento fez uma manobra e conseguiu colocar a pauta em votação na quinta-feira (14) e atingir quórum suficiente para aprovar a proposta. O levante popular que cercou o prédio do Congresso Nacional, no entanto, surtiu efeito e, em meio ao confronto com uma polícia fortemente armada e dezenas de manifestantes feridos, a sessão que votaria a reforma previdenciária foi suspensa.

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A reforma previdenciária proposta pelo governo altera o critério de atualização dos benefícios de aposentados, pensionistas, pessoas com deficiência e beneficiários de programas de renda mínima. A aprovação da proposta somente é possível porque uma parte da oposição peronista, composta pelos governadores, negociou com o governo para que uma parcela dos recursos economizados seja destinada às províncias, que atualmente estão fortemente endividadas.

Leia mais sobre a reforma da Previdência da Argentina e sobre a mobilização popular contra a proposta aqui.

Foto: La Nación

 


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