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08 de julho de 2016, 19h55

Jair Bolsonaro: “Erro da ditadura foi torturar e não matar”

Jair Bolsonaro se tornou réu em um processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por ter dedicado seu voto a favor do impeachment ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra

Por Redação

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) voltou a dar mais um motivo para sua cassação, nesta sexta-feira (8) o parlamentar particpou do programa Pânico e voltou a elogiar a ditadura militar: “o erro da ditadura foi torturar e não matar”.

“Naquela época existiam grandes debatedores. O período de 64 foi pintado errado pelo PT. Quem tem dúvida, pergunte para o vovô. E veja como o Brasil era naquela época e compare com hoje em dia”, completou.

Jair Bolsonaro se tornou réu em um processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por ter dedicado seu voto a favor do impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra – ex-comandante do DOI-Codi.

O parlamentar já é réu em outro processo, dessa vez a ação está sendo julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro é acusado de injúria e apologia ao estupro quando em uma sessão do plenário da Câmara ele disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque “ela não merecia”. Se condenado, Bolsonaro poderá ser preso por até seis meses, além de pagar multa.

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No programa desta sexta-feira o deputado comentou o caso e disse que estava muito nervoso. “Entrei em muitos debates na Câmara e explodi algumas vezes. Como foi o caso da Maria do Rosário”, disse.


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