Fórum Educação
23 de Maio de 2020, 21h07

JN faz análise detalhada do vídeo da reunião, banca Moro e vai para cima de Bolsonaro

Telejornal da Globo verificou até os olhares do presidente e também destacou as mensagens de celular reveladas pelo Estadão: “indicam interferência na PF”

Análise da reunião ministerial no Jornal Nacional (Foto: Reprodução)

O Jornal Nacional deste sábado (23) saiu em defesa do ex-ministro Sergio Moro e voltou a atacar o presidente Jair Bolsonaro.

O telejornal da Globo destacou que as mensagens de celular entre o presidente e o então ministros da Justiça, reveladas também neste sábado pelo jornal O Estado de S.Paulo, mostram que “o presidente já havia decidido mudar o comando da Polícia Federal” antes da reunião ministerial do dia 22 de abril, cuja a gravação foi revelada na última sexta (22).

“A conversa indica que os avisos de Bolsonaro sobre interferência na reunião eram dirigidos a Sergio Moro”, completa um dos apresentadores. “As próprias imagens divulgadas ontem pelo STF e analisadas pelo Jornal Nacional reforçam isso”, prosseguem os jornalistas.

O JN então exibe trechos da reunião com ampliações em Bolsonaro e Moro, além de setas, que indicariam as direção dos olhares do presidente durante algumas falas. “No trecho em que se queixa de não receber informações, o presidente faz questão de se virar especificamente para o ex-ministro Moro, ao dizer que iria interferir”, explica um dos apresentadores.

“A Polícia Federal é vinculada ao Ministério da Justiça”, reforça um dos jornalistas, para então destacar que, no dia seguinte da reunião, Moro foi “claro” ao dizer os motivos de seu pedido de demissão: “Bolsonaro queria informações do maior órgão de investigação do país”, conclui o JN.

A reportagem chega a explicar a geografia do posicionamento físico dos ministros na reunião, que segue rito do cerimonial. Ministérios mais antigos sentam mais próximos do presidente.

O telejornal repassou a sequencia de absurdos falados por outros ministros na reunião, como as falas comprometedoras ou potencialmente criminosas de Abraham Weintraub (Educação)Paulo Guedes (Economia)Damares Alves (Família) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). O presidente também ataca governadores e fala sobre intervenção militar.

O JN aproveitou para destacar, como na edição de sexta (22), o excesso de palavrões e a ausência de discussões sobre o combate à pandemia de coronavírus, exceto por fala de poucos minutos do então ministro da Saúde, Nelson Teich. O telejornal também deu amplo espaço para a repercussão negativa do vídeo, com críticas de lideranças e especialistas sobre eventuais crimes, incompetência e mesmo a ausência de postura.

O JN destacou ainda os próximos passos do processo contra Bolsonaro no STF.


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