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01 de setembro de 2007, 02h49

João Paulo defende que PT apure e puna quem fizer caixa 2

Acusado pelo MPF acredita que é preciso criar clima que iniba prática dentro da legenda além de buscar mudanças na legislação eleitoral

Acusado pelo MPF acredita que é preciso criar clima que iniba prática dentro da legenda além de buscar mudanças na legislação eleitoral

Por Anselmo Massad

Em meio à apresentação das teses sobre “o Brasil que queremos”, um dos eixos temáticos em discussão, João Paulo Cunha, deputado federal (PT-SP) sai do auditório onde ocorrem as votações sorrindo. Comprimenta outros delegados, acompanhado de Paulo Frateschi, presidente do diretório estadual de São Paulo do PT. Perguntado sobre a entrevista, olha de lado e despista com sotaque até mineiro:

– Pode ser depois? Vou sair aqui com os companheiros tomar um café. Para conspirar um pouquinho (risos).

Duas horas depois, quando acabava de ser definida a tese-guia para o último eixo em discussão – a organização partidária – João Paulo se mostra assustado quando revê o repórter. Acuado pela imprensa depois de o Supremo Tribunal Federal ter aceitado a denúncia da procuradoria-geral da República contra ele e outros 39 acusados, o ex-presidente da Câmara mostra preocupação com o que diz e é sucinto nas respostas.

Nem por isso deixa de apontar a necessidade de aperfeiçoamento dos mecanismos de combate ao caixa 2, mas defende que se estabeleça um clima interno na legenda que coiba a prática.

Confira a íntegra.

Fórum – Na sua visão, o que é o socialismo petista?
João Paulo Cunha –
Nesse momento, não é uma concepção final, não há um parâmetro de socialismo que se aplique ao Estado. O PT reafirma seu caráter socialista, incorporando elementos na história. A tese aprovada mostra que é um projeto diferente e em construção.

Fórum – Um debate que parece ter sido mais trazido pela mídia e pela decisão do STF de aceitar as denúncias contra membros do partido do que pelas falas no Congresso é o do caixa 2. O senhor acredita que o PT vá criar mecanismos internos que coibam essa prática?
João Paulo –
A base da crise de 2005 está no sistema eleitoral e o partido defende a mudança na forma de financiamento eleitoral. O sistema é vulnerável. O PT tem seus mecanismos de controle, que podem ser aperfeiçoados e melhorados. É preciso criar um clima interno que iniba essa prática, mas também é preciso que se apure e se puna quem a cometer.

Fórum – O Congresso do PT tem que tipo de implicações sobre as eleições de 2008 e 2010 na sua concepção?
João Paulo –
O Congresso não tem condão que muda as eleições de 2008 e 2010, mas cria condições de o partido chegar melhor para essas disputas.


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