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11 de outubro de 2012, 17h28

Joaquim Barbosa, racismos, esquerda e direita

Há diferenças entre questionar politicamente, juridicamente ou ideologicamente o comportamento de Barbosa – o que é legítimo – e desqualificá-lo via racismo

Há diferenças entre questionar politicamente, juridicamente ou ideologicamente  o comportamento de Barbosa – o que é legítimo – e desqualificá-lo via racismo

Por Dennis de Oliveira

Joaquim Barbosa, novo presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do processo conhecido como “mensalão” ganhou notoriedade na mídia. O primeiro negro a ser ministro da mais alta corte judicial brasileira ganhou uma visibilidade incomum em se tratando de ministros do SUpremo. A sua fama chegou às redes sociais com os mais variados tipos de comentários.

O fato de Barbosa ser o primeiro ministro negro do STF trouxe a tona a questão racial (Felipe Sampaio SCO/STF)

A figura de Barbosa despertou polêmicas por conta da sua atuação como relator de uma ação penal que envolve o principal partido político no poder, o PT. O “escândalo do mensalão” tem sido uma das estratégias da oposição de desgastar os governos petistas e aliados. O fato de o julgamento ter acontecido no período de campanha eleitoral acabou dando uma maior visibilidade a este acontecimento e, por tabela, ao relator da ação o ministro Barbosa.

Para além disto, o fato de Barbosa ser o primeiro ministro negro do STF trouxe a tona a questão racial. Aí, novamente, o racismo foi utilizado por alguns simpatizantes do governo petista para desqualificar a ação do ministro. Comentários como “Joaquim Barbosa está parecendo aqueles negros que o dono da senzala escolhia para surrar outros negros no pelourinho” de um conhecido e velho jornalista de “esquerda” e outros de tom bem pior são deploráveis.

Há diferenças entre questionar politicamente, juridicamente ou ideologicamente  o comportamento de Barbosa – o que é legítimo – e desqualificá-lo via o racismo. Barbosa vem se utilizando de procedimentos jurídicos distintos da tradição do Judiciário brasileiro como, por exemplo, a condenação com base em testemunhos e notícias veiculadas nos meios de comunicação e a interpretação da figura do ato de ofício. Estas são as principais razões das suas polêmicas com o ministro revisor Ricardo Levandowsky.

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