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13 de novembro de 2019, 17h51

Jogadores se recusam a atuar em apoio aos protestos e amistoso do Chile é cancelado

Liderados pelo meia Charles Aránguiz, os atletas da equipe chilena se reuniram em Santiago e tomaram a decisão de não jogar. Federação local confirmou, horas depois, que a partida não acontecerá mais

Charles Aránguiz liderou o movimento - Foto: Divulgação Internacional

Do Chile, especial para a Fórum

Na tarde desta quarta-feira (13), a Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile (ANFP) anunciou oficialmente que o amistoso entre Chile e Peru, marcado para o dia 19 de novembro, em Lima, não vai mais acontecer.

A decisão é resultado de um pedido dos jogadores chilenos, que decidiram tomar uma postura em conjunto, como forma de apoiar as manifestações sociais que acontecem no país.

O principal líder da iniciativa foi o meia Charles Aránguiz, jogador do Bayer Leverkusen, que ao chegar a Santiago, na terça-feira (12), afirmou que “este jogo não deveria acontecer, por causa de tudo isso que está acontecendo, as pessoas querem mudanças importantes para o país, e não um jogo de futebol”.

Reunião

Na manhã desta quarta, o elenco chileno se reuniu a portar fechadas no Complexo Juan Pinto Durán (local de concentração da seleção). Segundo meios locais, também participaram da reunião atletas que não foram convocados, mas que se destacam por suas posições políticas – como o atacante Esteban Paredes, do Colo-Colo, e o lateral Jean Beausejour, do clube Universidad de Chile. Ambos anunciaram que não atenderiam mais à seleção após a Copa América.

Além deste, o Chile tinha outro amistoso marcado para a data Fifa, mas que já havia sido cancelado em outubro – seria uma partida contra a Bolívia, que aconteceria em Santiago, e estava marcada para o dia 15 de novembro.

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