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08 de fevereiro de 2012, 19h13

Jornada denuncia corte de verbas para educação de camponeses

Denunciar o corte de verbas na educação no campo e reivindicar um ensino público e de qualidade estão entre os principais objetivos da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Educação e do Pronera, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a partir desta segunda-feira (08).

Com atividades em 13 estados, a Jornada começou com um alerta para o corte de 62% que o governo federal prevê no orçamento do Programa Nacional de Educação em Áreas da Reforma Agrária (o Pronera), o que equivale a mais de R$ 40 milhões.

O Programa, que existe há 11 anos, é vinculado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Por meio dele, centenas de estudantes do campo têm acesso a cursos de ensino médio, educação de jovens e adultos e graduação, através de convênios com instituições de ensino.

O enxugamento de recursos, porém, já levou o Incra a cancelar novos cursos em assentamentos em todo o país. Além disso, professores das universidades que desenvolvem os cursos tiveram suas bolsas cortadas.

Para a integrante da coordenação nacional do MST Edite Prates, a diminuição drástica de verbas prejudicará o avanço da educação dos trabalhadores rurais, significando, inclusive, "a paralisação de análises de cursos que a comissão nacional do Pronera já tinha aprovado, [que traria] mais cursos em parcerias com as universidades, tanto em nível médio quanto em nível superior”, explica.

Além da reposição do orçamento, os estudantes reivindicam a regularização do pagamento dos coordenadores e professores que trabalham nas universidades e a retomada das parcerias para novos cursos.

Desde 1998, quando foi criado, o Pronera já possibilitou a escolarização de cerca de 530 mil jovens e adultos do campo em todo o país. Atualmente, aproximadamente 18 mil pessoas estão em processo de educação pelo Programa.

Atividades As ações da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Educação e do Pronera estão sendo marcadas por ocupações nas superintendências regionais do Incra. Até agora, já houve ocupações em São Paulo, Chapecó, Goiânia, São Paulo, Fortaleza, João Pessoa, Teresina e Salvador, Recife, Petrolina, Cuiabá e Maceió.

Estudantes realizam, ainda, manifestações, caminhadas e vigílias em frente ao órgão em capitais como Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Com informações da Agência Brasil de Fato.


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