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25 de novembro de 2014, 11h05

Júri inocenta policial por morte de jovem negro e Ferguson tem novo protesto

Para o júri, não há provas suficientes para processar o policial, já que ele "foi autorizado a usar força letal em autodefesa"; testemunhas, porém, contam que o jovem estava desarmado quando tudo aconteceu.

Para o júri, não há provas suficientes para processar o policial, já que ele “foi autorizado a usar força letal em autodefesa”; testemunhas, porém, contam que o jovem estava desarmado quando tudo aconteceu

Por Redação

Nesta terça-feira (25), uma nova onda de protestos ocorreu em Ferguson, nos Estados Unidos. A causa das manifestações seria a decisão do júri de não indiciar o policial Darren Wilson, responsável pela morte do jovem negro Michael Brown, em agosto deste ano. O ataque ao rapaz de 18 anos aconteceu após ele ter protagonizado um suposto roubo de cigarros em um mercado.

Tiros, explosões e carros incendiados foram vistos na cidade do estado de Missouri. Tropas de choque, FBI, Swat e a Guarda Nacional foram às ruas e pelo menos 29 pessoas acabaram detidas. Esse já é considerado um dos protestos mais fortes desde que o assassinato ocorreu.

Para o júri de St. Louis, não há provas suficientes para processar o policial, já que ele “foi autorizado a usar força letal em autodefesa”, segundo explicou o promotor Robert McCulloch. Testemunhas, porém, contam que o jovem estava desarmado quando tudo aconteceu. Além disso, gravações divulgadas por um jornal norte-americano mostraram que o encontro entre Wilson e o rapaz assassinado durou menos que 90 segundos.

Em nota enviada à imprensa, a família de Brown afirmou que ficou “desapontada”. “Estamos profundamente decepcionados de que o assassino do nosso filho não tenha que sofrer as consequências de seus atos”, informou o comunicado.

O júri era composto por 12 pessoas, sendo seis homens brancos, três mulheres brancas, duas mulheres negras e um homem negro. O caso levantou debate sobre os conflitos raciais nos Estados Unidos e tem gerado uma série de protestos por Nova York, Chicago, Los Angeles, Washington D.C., Oakland e outras grandes cidades do país.

Foto de capa: Reprodução/YouTube


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