sábado, 24 out 2020
Publicidade

Justiça nega pedido da defesa de Flordelis para suspender uso de tornozeleira eletrônica

Advogado da deputada alegou que monitoramento eletrônico era “desnecessário” por ela ser ré primária e já ter entregue o passaporte

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e manteve a obrigação de ela usar tornozeleira eletrônica. A decisão é do desembargador Celso Ferreira Filho e foi divulgada nesta sexta-feira (25). A parlamentar, que é pastora evangélica, é acusada de ter mandado matar seu marido, Anderson do Carmo, no ano passado. Ela nega a acusação.

O advogado da deputada, Anderson Rollemberg, alegou que o monitoramento eletrônico era desnecessário. Escreveu no pedido que ela já tinha entregado o passaporte e é ré primária.

No entanto, Ferreira Filho negou o pedido e manteve a decisão da juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da semana passada. Flordelis ainda não está sendo monitorada. Além da tornozeleira, Nearis ordenou também que a deputada fique em casa das 22h às 6h, só podendo sair nesse período se for necessário para sua atividade parlamentar.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Anderson do Carmo foi assassinado por um dos filhos da esposa. O casal tinha 55 filhos, entre naturais e afetivos ou adotados. Como tem imunidade parlamentar, Flordelis não pode ser presa, a não ser em flagrante.

No pedido que originou a ordem para que Flordelis use a tornozeleira, o Ministério Público lembrou que uma das testemunhas de acusação sofreu um atentado com bomba em sua casa depois que Flordelis foi denunciada pela Justiça. Também alegou que a Justiça vinha tendo dificuldade de localizar a deputada para intimá-la nos autos do processo.

Fabíola Salani
Fabíola Salani
Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.