Fórum Educação
13 de junho de 2012, 10h03

Lançamento de “Figuras da Violência” na Livraria da Vila, dia 21/06: Convite e sinopse do livro

Finalmente, ficou pronto. Meu Figuras da violência: Ensaios sobre ética, narrativa e música popular, uma coleção de textos, alguns inéditos, outros traduzidos e recauchutados a partir de escritos anteriormente publicados em inglês, saiu há alguns meses pela Editora UFMG. Como eu ainda não havia vindo ao Brasil nesse período, o lançamento propriamente dito acontecerá na semana que vem, dia 21/06, quinta-feira, a partir das 18:30h, na Livraria da Vila da Rua Fradique Coutinho.  Optei por um lançamento em São Paulo, em parte, para que possa estar presente a equipe da Revista Fórum. Além de comprar o livro, tomar um drink e bater um papo com os amigos, você poderá também folhear exemplares da Fórum e fazer a sua assinatura.

Como a divulgação acontecerá praticamente só pelas redes sociais, peço aos camaradas blogueiros, tuiteiros e facebookeiros que ajudem a disseminar o convite. Segue abaixo, com todos os dados, o JPEG que pode ser copiado e circulado à vontade. Segue também a sinopse que é a orelha do livro.  Conto com vocês lá.

 

Sinopse:

Figuras da violência reúne oito ensaios independentes, que têm em comum o tratamento da interseção entre as dimensões retórica e política da violência. A introdução revisa teorias da violência, de Clausewitz, que viu a guerra como puro jogo de forças que suspende toda ética, a Virilio, que pensa a guerra contemporânea como superação do paradigma territorial napoleônico e como acontecimento assimétrico, instantâneo, virtual. O capítulo um parte da classicista Page DuBois, que sugere que o depoimento do escravo grego só era tomado como verdadeiro se extraído sob tortura. Daí se retiram algumas conclusões teóricas acerca das relações entre a emergência do conceito de verdade e a sanção da atrocidade na democracia. O capítulo dois é uma extensa crítica da leitura que fez Jacques Derrida de Walter Benjamin, questionando tanto a associação de Benjamin a Heidegger, constante em Derrida, como sua redução da crítica benjaminiana da violência à onda anti-parlamentar da República de Weimar. Os dois capítulos seguintes tratam de fenômenos da música popular das últimas décadas: Sepultura e o movimento heavy metal, que clausuram, para a juventude mineira, o potencial oposicionista e emancipatório da MPB, e Chico Science e a cena manguebeat pernambucana, que criam canais de diálogo entre gêneros “regionais” não legitimados no cânone nacional e gêneros internacionais não sancionados no panteão pop rock. O capítulo cinco toma como mote o breve conto “O Etnógrafo”, de Borges, para pensar as relações entre a ética e a violência constitutiva da empreitada antropológica na era pós-colonial. O capítulo seis é uma introdução à literatura oitocentista da Colômbia, o único país latino-americano não unificado no século XIX. Através de uma análise dos romances fundadores de cada de uma de suas regiões (a Antioquia, o Vale do Cauca, a Costa Caribe e os Andes), o capítulo oferece uma reflexão sobre o romance em épocas pré-estatais marcadas pela guerra civil. O epílogo oferece uma crítica do discurso dos direitos humanos na era da guerra sem fim.

 

 


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