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12 de setembro de 2016, 23h57

Livro “Golpe 16” é lançado com ato em São Paulo

A obra que trata sobre a versão da blogosfera sobre o golpe que está em curso no Brasil traz textos feitos no olho do furacão para “superar o trauma e curar as feridas”

Por Redação

O livro “Golpe 16” foi lançado nesta segunda-feira (12) no Sindicato dos Engenheiros, centro de São Paulo. O evento contou com a participação de blogueiros, jornalistas, políticos, lideranças sociais e professores. A obra que trata sobre a versão da blogosfera sobre o golpe que está em curso no Brasil traz textos feitos no olho do furacão para, nas palavras de Renato Rovai, editor da Fórum e organizador do livro, “superar o trauma e curar as feridas”.

Os artigos apresentados mostram um lado diferente da mídia tradicional, com uma abordagem crítica sobre a construção de um atentado à democracia no Brasil. Paulo Henrique Amorim, jornalista da TV Record e dono do blog Conversa Afiada, falou um pouco sobre a importância da blogosfera durante esse processo.

“Se não fosse a blogosfera a Globo seria a única. Uma das diferenças entre 64 e 2016 é de que existe a blogosfera”, disse.

Altamiro Borges, um dos autores do livro e membro do Barão de Itararé, alertou para uma possível perseguição política a blogosfera a partir de três eixos: asfixia financeira, criminalização desses sites e a judicialização através de processos.

O sociólogo Sérgio Amadeu contou um pouco sobre seu artigo no livro que, segundo ele, fala sobre o senso comum.

“A esquerda mundial tem um problema. Para transformar a sociedade você não pode ficar na mão do marketing político porque ele trabalha para reforçar o senso comum”, comentou.

“As pessoas não tem mais vergonha de falar uma série de coisas que elas não falariam, porque o movimento político trabalhou os traços piores do senso comum”, completou Amadeu.

Dennis de Oliveira, blogueiro e ativista do movimento negro, ressaltou as consequências que o golpe pode ter para a juventude negra e moradora da periferia, beneficiária de programas sociais implementados pelos governo Lula e Dilma.

“Esse perfil que as políticas públicas atingem são o mesmo perfil do jovens que evadem o ensino médio, o mesmo perfil dos jovens que são assassinados na periferias. Na medida em que as políticas públicas são retiradas pelo governo neoliberal, a tendência é se intensificar esse genocídio. Essa polícia que reprime as manifestações é a mesma que mata jovens na periferia”, disse.

O livro Golpe 16 será lançado em outras cidades do Brasil e pode ser adquirido através deste link.


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