Lula liga Globo à ditadura ao comentar reportagem do Fantástico: Censura política

Matéria sobre redução de desigualdade social entre 2000 e 2015 elogia Bolsa Família, mas exclui crédito aos governos petistas e responsabiliza Dilma pela crise econômica

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em redes sociais, nesta segunda-feira (9), que a reportagem do “Fantástico”, da Rede Globo, que mostrou queda na desigualdade social do país, foi um “exemplo de censura política”.

A matéria mostra as melhorias nos indicadores sociais de 2000 a 2015, traz especialistas elogiando o Bolsa Família. Contudo, ela não dá crédito aos governos petistas pelas políticas de inclusão social. Lula governou o país de 2003 a 2010 e Dilma Rousseff, de 2011 a 2016, quando foi derrubada pelo impeachment golpista.

No entanto, ao mencionar a crise econômica pela qual o país passa, a reportagem culpa o governo de Dilma. E mais: não cita, em nenhum momento, as políticas neoliberais dos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (sem partido).

Não contente, a reportagem, de autoria da jornalista Sônia Bridi, ainda traz entrevista com Armínio Fraga, presidente do Banco Central (BC) no governo tucano de FHC, como “especialista” nos temas abordados.

Para Lula, há um “esforço da Rede Globo em fazer o PT desaparecer e recontar a história do Brasil”. No entanto, diz o líder petista, “a obsessão pelo PT e a censura editorial da TV Globo não vão apagar o legado do partido na vida e na consciência daqueles que viveram na pele as transformações sociais positivas”.

Leia a íntegra da nota de Lula

No futuro, as faculdades de jornalismo poderão estudar a reportagem do Fantástico deste domingo, sobre o tema da desigualdade social no Brasil nas últimas décadas, como um exemplo de censura política.

Há de se reconhecer o esforço da Rede Globo em fazer o PT desaparecer e recontar a história do Brasil.

A invisibilidade e falta de voz impostas ao maior partido de oposição no país na realidade é uma insistente tentativa de colocar as lutas sociais na clandestinidade. Um erro pelo qual as organizações Globo disseram estar arrependidas em 2013, ao pedir desculpas pela posição vexatória em 1964. Mas essa é a tradição do maior monopólio de mídia do país. A democracia é bem-vinda apenas fora de nossas fronteiras.

Mas a História não esquece. E vai cobrar as consequências e autocrítica daqueles que deram guarida à erosão da nossa frágil democracia.

A obsessão pelo PT e a censura editorial da TV Globo não vão apagar o legado do partido na vida e na consciência daqueles que viveram na pele as transformações sociais positivas que ontem o Fantástico narrou, mas se esqueceu de dizer quem lutou e trabalhou para que elas acontecessem.

Assessoria de Imprensa do ex-presidente Lula

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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